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Bolsonaro não participará de atos pró-governo, diz porta-voz

O Palácio do Planalto informou hoje (21) que o presidente Jair Bolsonaro não participará das manifestações previstas para o próximo domingo (26), que têm pautas favoráveis ao governo, como a defesa da reforma da Previdência e do projeto de lei anticrime, que tramitam no Congresso Nacional. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o presidente apoia o movimento, mas quer manter-se distante.

“Ele [Bolsonaro] entende que a sua posição de chefe do Poder Executivo não pode ser mesclada com essa atividade do domingo, que vem alinhar-se com as demandas que a sociedade vem declarando ao longo da semana e mesmo da semana passada. O presidente quer deixar claro o entendimento da importância desse evento, não obstante não quer colocar-se diretamente inserido nesse contexto e tampouco gostaria que os seus ministros o fizessem”, disse Rêgo Barros, em conversa com jornalistas.

O porta-voz refutou o eventual apoio do governo a pautas como impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e fechamento do Congresso Nacional, que têm sido encampadas por setores que organizam os atos de domingo.

“O governo é um governo democrático, que entende a coparticipação dos Três Poderes para a elevação do nosso país em direção um futuro promissor, de forma que quaisquer que venham a ser as fricções entre os Poderes elas são naturais em uma democracia consolidada como a nossa”, acrescentou.

Líder na Câmara

Otávio Rêgo Barros também foi questionado por jornalistas sobre uma suposta discussão ocorrida mais cedo, durante a reunião de Colégio de Líderes na Câmara dos Deputados, entre o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Segundo o porta-voz do Planalto, o presidente não comentou sobre o que ele chamou de “eventual cizânia” e segue confiando no trabalho do líder.

“O Major Vitor Hugo detém, pelo nosso presidente, todo o carinho, o respeito e o reconhecimento da capacidade de liderar o governo lá na Câmara naquilo que for importante para o Poder Executivo”, disse.