O pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de outubro, defendeu nesta quarta-feira (6) uma presença menor do Estado na economia, em um aceno aos mercados financeiros.

“O que o governo tem que fazer é não atrapalhar quem quer empreender, investir, produzir alguma coisa”, afirmou o deputado em uma sabatina organizada pelo jornal Correio Braziliense.

Com discurso de defesa à “família tradicional” e de mão dura contra a criminalidade, o militar da reserva só está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas.

Diante disso, as questões sobre política econômica se multiplicaram. Conhecido por seus posicionamentos nacionalistas similares aos da ditadura militar, Bolsonaro agora tenta se afastar desse perfil, se baseando nos conselhos do economista liberal Paulo Guedes.

Precisamos “diminuir o tamanho do Estado. Não é zerar as estatais, mas diminuir. O que puder jogar para iniciativa privada, tem que jogar”, afirmou.

O pré-candidato do Partido Social Liberal admitiu várias vezes ainda estar “aprendendo muita coisa” sobre diversos assuntos durante a corrida presidencial.

Acerca da greve dos caminhoneiros que paralisou o país no mês passado, Bolsonaro criticou a alta carga tributária do país, usando seu característico tom assertivo – “ICMS é um estupro”.

Além da economia, Bolsonaro destacou que considera importante “resgatar os valores familiares. Família tradicional é importantíssimo. Nada contra a LGBT, cada um pode ser feliz do jeito que quiser, mas não podemos levar esse tipo de questão para dentro da escola (…) É absurdo. Leva a estimular a criança a entrar na vida sexual mais cedo”.

Para ele, o próximo presidente do Brasil deve ser um “homem ou mulher honesto, que tenha deus no coração e seja patriota”.