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Bolsonaro: Mercosul é parte das soluções para recuperação pós-pandemia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (2) que o Mercosul é parte das soluções que o Brasil e os países do bloco estão construindo para a recuperação da economia, em meio à pandemia de covid-19.

“Os próximos meses serão de grandes desafios para todos nós. O maior deles, que se apresenta desde logo, é conciliar a proteção da saúde das pessoas com o imperativo de recuperar a economia. Tenho certeza de que o Mercosul é parte das soluções que estamos construindo”, disse o presidente, que participou na manhã desta quinta-feira, da 56ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, pela primeira vez realizada pormeio de videoconferência. O encontro foi o último sob o comando do Paraguai, que passará agora a presidência pro tempore (temporária) do Mercosul para o Uruguai.

Em discurso, Bolsonaro destacou que o Brasil “endossou integralmente as prioridades da presidência paraguaia, que aprofundam a modernização do Mercosul e fazem do bloco um aliado essencial da ambiciosa agenda de reformas” implementada pelo governo brasileiro. “No esforço da construção de um país mais próspero, buscamos também mais e melhor inserção do Brasil na região e no mundo, e o Mercosul é o nosso principal veículo para essa inserção”, disse o presidente.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, em 2019, o Brasil exportou cerca de US$ 15 bilhões para os países do Mercosul e importou US$ 13 bilhões, com superávit de US$ 2 bilhões.

Bolsonaro elogiou a presidência paraguaia no Mercosul pela conclusão de “detalhes pendentes” nos acordos do bloco com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), assinados em 2019, e pediu que todos os presidentes se empenhem nas negociações para a ratificação dos acordos neste semestre. Para que os acordos entrem em vigor, os congressos de todos os países que integram os blocos econômicos devem aprovar os textos.

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Nesse sentido, Bolsonaro também disse que dará prosseguimento ao diálogo com diferentes interlocutores “para desfazer opiniões distorcidas sobre o Brasil e expor as ações que tem tomado em favor da proteção da floresta amazônica e do bem-estar da população indígena”. O presidente referia-se a uma suposta resistência de países europeus em fechar o acordo por não acreditarem na política ambiental brasileira.

Bolsonaro destacou  também a intenção de avançar em entendimentos com outros países. “Queremos levar adiante as negociações abertas com Canadá, Coreia, Singapura e Líbano, expandir os acordo vigente com Israel e Índia e abrir novas frentes na Ásia. E temos todo interesse de buscar tratativa com países da América Central.”

O presidente brasileiro também é favorável às discussões para inclusão do setor automotivo e açucareiro no regime de regras comum do bloco.

Presidência pro tempore

Durante a reunião, o presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, falou sobre as atividades do bloco nos últimos seis meses, depois que o país assumiu a presidência. Ele defendeu a integração produtiva, para a aproveitar as capacidades de cada país e destacou a importância da economia digital para manutenção do comércio.

Já o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, que assume a presidência pro tempore neste semestre, disse que buscará, entre outras metas, impulsionar os canais logísticos, de ferrovias e hidrovias, melhorar a interconexão energética entre os países e garantir a conservação do meio ambiente.

Sobre os acordos com a União Europeia e EFTA, Lacalle Pou ressaltou que é dever do Mercosul “terminar o que começou”, já que a pandemia de covid-19 poderia levar a um protecionismo, principalmente de países mais desenvolvidos. Por isso, ele se comprometeu a dedicar esforços para acelerar o processo de ratificação dos acordos, em negociação com a Alemanha.

O Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela está suspensa desde 2017, por ruptura da ordem democrática e descumprimento de cláusulas ligadas a direitos humanos do bloco. Os países associados são Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname.

 

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