Brasil

Bolsonaro lidera, e Haddad empata com Ciro, diz Datafolha

SÃO PAULO, 14 SET (ANSA) – Pesquisa de intenção de voto divulgada nesta sexta-feira (14) pelo instituto Datafolha indica uma oscilação positiva de Jair Bolsonaro e um crescimento de Fernando Haddad, ungido candidato do PT após a inelegibilidade de Lula.   

Internado há mais de uma semana por ter sido esfaqueado, o postulante do PSL subiu de 24% para 26%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, mas confirmando uma curva ascendente – em 22 de agosto, Bolsonaro tinha 22%.   

Já Haddad, que tinha 4% há 23 dias e 9% em 10 de setembro, saltou para 13% e empatou com Ciro Gomes (PDT), que manteve o patamar. O ex-prefeito de São Paulo foi oficializado no lugar de Lula apenas no dia 11 de setembro.   

Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou negativamente de 10% para 9%, enquanto Marina Silva (Rede) segue a tendência de queda e saiu de 11% para 8%. João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) aparecem com 3% cada.   

Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU) e Guilherme Boulos (PSOL) ficaram com 1%, enquanto João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram. 6% ainda não sabem em quem votar, enquanto 13% optaram por branco ou nulo.   

Segundo turno – Em um eventual segundo turno, Bolsonaro ganharia apenas de Haddad (41% a 40%), mas dentro da margem de erro, e perderia para Marina (39% a 43%), Alckmin (37% a 41%) e Ciro (45% a 38%) – somente para este último fora da margem de erro.   

O candidato do PDT também venceria Alckmin (40% a 34%), Marina (44% a 32%) e Haddad (45% a 27%). O petista, por sua vez, perderia de Marina (34% a 39%) e Alckmin (32% a 40%), enquanto o tucano derrotaria a ex-ministra (39% a 36%), mas dentro da margem de erro.   

Rejeição – Apesar de ter melhorado seu desempenho, Bolsonaro também viu sua rejeição oscilar para cima, de 43% para 44%. Na sequência aparecem Marina (30%), Haddad (26%), Geraldo (25%) e Ciro (21%).   

A pesquisa ouviu 2.820 eleitores entre os dias 13 e 14 de setembro e tem nível de confiança de 95%. (ANSA)