Bolsonaro faz as comprinhas do STF parecerem fim de feira

Coluna: Ricardo Kertzman

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.

Bolsonaro faz as comprinhas do STF parecerem fim de feira

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Foto: Reprodução/Twitter

Os gastos secretos com o cartão corporativo da Presidência da República são recorde no governo Bolsonaro. O devoto da cloroquina conseguiu gastar, mesmo na pandemia, mais que em 2019 e deixou os perdulários Lula e Dilma na condição de meros espartanos.

Mas espantoso mesmo foi o R$ 1,8 bilhão gasto com alimentos. Isso mesmo! Você leu certo, leitor(a) amigo(a). Quase dois bilhões de reais em guloseimas, como leite condensado (R$ 15 milhões) e chicletes (R$ 2 milhões). Eis o governo que veio para acabar com a mamata.

Bolsominions costumam apelar para o “bom era o PT, né?” sempre que o mito de araque é criticado. Pouco importa a razão! Tal como faziam os petralhas em defesa do corrupto Lula, “e o Aécio”?, como resposta às acusações de roubo sobre o sapo barbudo (segundo Brizola).

Bem, neste caso específico, bom era o PT, sim. Os caras gastavam menos e melhor. Nada de leite condensado, pois a tigrada gostava de vinho francês e charuto cubano. Aliás, e a fúria da bolso manada contra o STF, por causa das lagostas e dos champagnes, como fica agora?

O amigão do Queiroz bem que poderia trocar o leite condensado por panetones de chocolate da loja do bolsokid das rachadinhas. Iria ajudar bastante o pimpolho a evitar os saques de R$ 2 mil, além de não precisar mais receber cheques de milicianos na conta da esposa.