Bolsonaro é um lunático aboletado na Presidência

Crédito: AFP

(Crédito: AFP)

Negacionista e irresponsável, beirando a psicopatia, o atual presidente da República sempre se mostrou errado em relação à pandemia do novo coronavírus. Chamou a doença de gripezinha e previu, no máximo, oitocentas e poucas mortes. Em abril, disse que o vírus estava indo embora. Depois, desdenhou das vítimas fatais e dos parentes enlutados.

Sempre que pôde, promoveu aglomeração e tumulto. Jamais incentivou o uso da máscara. Ao contrário. É um contumaz infrator que insiste em se expor – e expor os outros – ao risco. Além disso, não perde uma única oportunidade de propagandear drogas sem eficácia comprovadas. Primeiro foi a hidroxicloroquina. Agora é o vermífugo do ministro astronauta.

Bolsonaro é tão estúpido, mas tão estúpido, que nem mesmo o Ministério da Saúde ele poupou. Em menos de dois meses demitiu dois ministros, e até hoje não nomeou um outro. Cuida da Pasta um pobre militar subserviente e neófito no assunto. Se houvesse um Prêmio Nobel para incompetência diante da Covid-19, o amigão do Queiroz levaria fácil, fácil.

Após desdenhar da vacina chinesa, em teste no País por obra e graça de João Doria; após passar meses, repetindo feito papagaio, o bufão Trump, que o vírus é chinês; após abrigar no governo, idiotas que maldizem a China (simplesmente o nosso maior parceiro comercial), o maridão da ‘Micheque’ anunciou a compra de quase 50 milhões de doses da tal Coronavac.

Doria é desafeto e rival de Bolsonaro. Passou os últimos meses sendo atacado diariamente pela claque bolsonarista. Entre arriscar ‘pagar pau’ para o governador de São Paulo e fazer política às custas de milhares de vidas brasileiras, o que preferiu o bobo da corte do Planalto? O risco de vida, claro! Já que não é a dele.

Por conta da reação dos seus seguidores fanáticos – aquela gente estranha que acredita que a Terra é plana e outras bizarrices do gênero -, nesta quarta-feira (21) o presidente voltou atrás e, em tese, desautorizou o negócio com os chineses. Em verdade, apenas fez um comunicado (com ares de cancelamento) óbvio: a droga precisará ser aprovada.

Não se iludam. Tão logo a ‘vacina chinesa do Doria’ seja certificada pela Anvisa – como qualquer outra vacina e medicamento precisam ser – o lunático dará um jeito de engabelar sua claque, dizendo que é o verdadeiro salvador da pátria, e cuidará de espetar nossos bumbuns (ou braços) com o remédio “cientificamente aprovado”.

Não deixa de ser uma bela mudança para quem, até ontem mesmo, oferecia cloroquina às emas do Alvorada. O que não vale uma eleição, não é verdade?

Veja também

+ Cantora MC Venenosa morre aos 32 anos e família pede ajuda para realizar velório
+ Homem salva cachorro da boca de crocodilo na Flórida
+ Conheça o phloeodes diabolicus "o besouro indestrutível"
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Mulher finge ser agente do FBI para conseguir comida grátis e vai presa
+ Cirurgia íntima: quanto custa e como funciona
+ Idoso morre após dormir ao volante e capotar veículo em Douradoquara; neto ficou ferido
+ MasterChef: Fogaça compara prato com comida de cachorro
+ Zona Azul digital em SP muda dia 16; veja como fica
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Descoberta oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.