O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, foi transferido nesta quinta-feira (15) para um presídio em Brasília com condições “mais favoráveis”, segundo uma decisão judicial obtida pela AFP.
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ocorre dias depois de a defesa do ex-presidente, de 70 anos e com problemas de saúde, reiterar seu pedido de prisão domiciliar “humanitária”.
Desde o fim de novembro, Bolsonaro estava preso em um cômodo na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e foi transferido para a “Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar”, conhecido como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, informou o STF.
O ex-presidente (2019-2022) “já está” em seu novo local de reclusão, onde terá uso exclusivo de um espaço reservado normalmente para quatro pessoas, acrescentou o Supremo.
A nova cela na Papudinha tem “condições ainda mais favoráveis, igualmente exclusiva e com total isolamento em relação aos demais presos do complexo”, assinalou Moraes em sua decisão.
O ministro ressaltou que, sob as novas condições, Bolsonaro terá mais tempo para receber visitas, poderá tomar banho de sol e fazer exercícios a qualquer momento do dia, e terá à disposição aparelhos de fisioterapia, seguindo recomendações médicas.
O ex-presidente sofre as sequelas da facada que levou na barriga durante um comício de campanha em 2018, após a qual precisou passar por várias cirurgias importantes.
Desde que passou para o regime fechado no final de novembro, Bolsonaro foi autorizado a sair em duas oportunidades por questões de saúde.
Na primeira delas, permaneceu mais de uma semana hospitalizado para se submeter a uma cirurgia de hérnia inguinal e outros procedimentos. Depois, passou por exames após sofrer uma contusão na cabeça em uma queda na prisão, que descartaram lesões.
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