Bolsonaro e certos ministros: Abutres em busca de cadáveres infantis

Crédito: EVARISTO SA / AFP

(Crédito: EVARISTO SA / AFP)

Bem, para quem disse preferir um filho morto a um filho gay, desprezar a vida e a dor dos pais de 1.5 mil crianças mortas por covid-19 no Brasil, não me parece nenhuma surpresa.

Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, já debochou, imitando com gestos e urros, pessoas morrendo sufocadas por falta de oxigênio em UTI’s Brasil afora. Qual a novidade, então?


O amigão do Queiroz já disse que quem não enfrenta o vírus de peito aberto é maricas, e que chorar a morte de um ente querido é ‘mimimi’, afinal, todo mundo morrerá um dia.

O devoto da cloroquina, inclusive, declarou que a covid apenas abrevia, em alguns dias ou meses, a vida de quem já iria morrer de qualquer maneira. Ou seja, obrigado, Corona!

Outro dia, o marido da receptora de 90 mil reais em ‘micheques’ espalhou que as vacinas causam aids, e também, que causam ataques cardíacos em crianças. Mentira, é claro.

Tudo para influenciar o máximo possível de pais e mães, a fim de boicotar a vacinação da criançada, expondo-as cada vez mais ao risco de hospitalização e, no limite, de morte.

SUJEITO IMUNDO

Neste fim de semana, menos de 24 horas após verter lágrimas pela mãe morta, o maníaco do tratamento precoce usou a quase morte de uma menina para fazer proselitismo anti-vax.

O bilontra e ministros seus correram em busca de um cadáver, possível vítima de vacina, o que, dentro da margem 0,00000001%, até seria possível, mas ‘quebraram a cara’.

A criança sofreu sim, do coração, tadinha, mas por doença pré-existente, sem a mínima relação com o imunizante que tomou. Bolsonaro e seus abutres não puderam comemorar.

Ao relativizar – mais uma vez! – a morte de crianças, o moralmente carcomido presidente da República pisoteia sem dó nem piedade o pranto desesperado de pais, mães, avós, irmãos.

É de sua índole e costume ser insensível e cruel. Bem como lhe traz profundo gosto o apoio de seus fanáticos seguidores, não menos escrotos, aliás (perdão pelo palavrão).

Há quem diga que o troco virá nas eleições. Há quem diga que pagará no inferno. Há quem diga que será preso. Por mim, ele poderia pagar aqui mesmo, agora, mas certas coisas não dependem apenas do meu mais profundo desejo. Infelizmente.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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