Bolsonaro diz que objetivo de Moraes é ‘se vingar’ e critica andamento de processo

Sergio Lima/AFP
Jair Bolsonaro (PL) Foto: Sergio Lima/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro criticou nesta quarta-feira, 26, a tramitação do processo contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de planejar um golpe de Estado. Para o ex-mandatário, o STF teria “motivações políticas” para acelerar o andamento do caso.

“O tribunal tenta evitar que eu seja julgado em 2026, pois querem impedir que eu chegue livre às eleições porque sabem que, numa disputa justa, não há candidato capaz de me vencer”, escreveu o ex-presidente nas redes sociais.

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Bolsonaro também criticou o ministro relator Alexandre de Moraes que, para ele, estaria tentando “se vingar”. “Todos sabem que o que está em curso é, na verdade, uma espécie de atentado jurídico à democracia: um julgamento político, conduzido de forma parcial, enviesada e abertamente injusta por um relator completamente comprometido e suspeito, cujo objetivo é se vingar, me prendendo e me retirando das urnas”, afirmou Bolsonaro.

Vale lembrar que Bolsonaro está inelegível até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante um evento com embaixadores em julho de 2022. No julgamento do  Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele foi considerado culpado por ter questionado as urnas eletrônicas durante uma reunião com embaixadores em julho de 2022, em Brasília.

No atual julgamento, comandado pela Primeira Turma de STF, Bolsonaro é investigado por tentar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

Bolsonaro réu

A publicação do ex-presidente nas redes sociais foi feita durante o julgamento que avaliava o recebimento ou não da denúncia. Ao final da sessão, os ministro da Primeira Turma decidiu, por unanimidade tornar Bolsonaro e mais sete envolvidos réus no processo.

Agora réus, Bolsonaro e os seus aliados deverão ser julgados oficialmente apenas no fim do ano. Antes, o STF deve iniciar o processo penal e o período de instrução e novas coletas de provas.

Na sequência, a Suprema Corte deverá colher depoimentos de defesa dos oito investigados, além das testemunhas de acusação. Por fim, os oito réus serão interrogados pela Corte.

Por fim, a PGR e os advogados de defesa deverão apresentar as alegações finais, para, enfim, o julgamento ser marcado. Nas bancas de apostas, ministros e assessores no STF acreditam que a sessão que pode condenar, ou não, Bolsonaro deverá acontecer entre setembro e outubro.