O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber alta nesta sexta-feira, 27, de acordo com o médico cardiologista Brasil Caiado. Durante entrevista coletiva, o membro da equipe médica explicou que a evolução do quadro de pneumonia bacteriana bilateral foi “satisfatória” e o paciente já iniciou a transição da medicação endovenosa para a via oral.
Exames de raio-X realizados na terça-feira, 24, indicaram que o pulmão direito de Bolsonaro já apresenta um aspecto de normalidade. No entanto, o pulmão esquerdo ainda exibe uma “lesão residual”, o que é considerado esperado pela equipe médica diante da gravidade da infecção inicial. Ao completar o ciclo de 14 dias de internação — prazo inicialmente estimado pela junta médica —, o ex-presidente deverá dar continuidade ao tratamento com fisioterapia intensa e suporte nutricional em ambiente doméstico.
Segundo Caiado, o local está sendo preparado pela família do ex-presidente para recebê-lo. “Do ponto de vista da estrutura, já foi providenciada uma cama diferente, mais adequada para um problema quase que central dele hoje, que é o refluxo gastroesofágico. E essa mudança para uma cama mais adequada, a gente espera que reduza os riscos”, detalhou.
O médico disse ainda que, durante a internação, Bolsonaro se queixou de dores no ombro direito e exames realizados, além da avaliação de um ortopedista, apontaram para a possibilidade de uma cirurgia. Se for realmente necessário, disse o médico, o procedimento será feito posteriormente.
Moraes autorizou prisão domiciliar temporária
Na terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar pelo período de 90 dias.
A decisão atende a um pedido da defesa feito após a internação do ex-chefe do Executivo em função de uma pneumonia.
“Autorizo a prisão domiciliar humanitária temporária ao custodiado Jair Messias Bolsonaro, pelo prazo inicial de 90 (noventa) dias, a contar da data de sua alta médica, para fins de integral recuperação da broncopneumonia. Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, diz a decisão.
Moraes escreve que, durante esse período de 90 dias, todas as eventuais visitas a Bolsonaro estarão suspensas a fim de garantir sua recuperação. “Qualquer visita a outro morador da casa está, igualmente, vedada, salvo autorização judicial específica”. Somente os funcionários da casa e os advogados do ex-mandatário poderão ser cadastrados para transitar na residência.