Bolsonaro conspira contra a saúde pública


Como esperado — infelizmente — Jair Bolsonaro está partindo para o confronto aberto com os brasileiros. É inaceitável o que o presidente da República está fazendo com as diversas vacinas para combater a Covid-19. O negacionismo está sendo elevado à potência máxima. É imperiosa a necessidade de iniciar o mais rapidamente possível a campanha nacional de vacinação. Transferir este evento para março de 2021 pode significar a morte de mais de 30 mil brasileiros, isto se a média macabra de óbitos se mantiver. É incompreensível vacinar apenas 1/3 da população. Neste ritmo a imunização vai demorar mais de dois anos.

Transformar a vacinação em instrumento de guerra política é uma enorme crueldade. Estamos falando de vidas que podem ser salvas

Bolsonaro passou o ano inteiro conspirando contra a saúde dos brasileiros. Demitiu dois ministros da Saúde, atacou o distanciamento social, o uso de máscara, álcool em gel e demais cuidados. Afirmou inúmeras vezes que o novo coronavírus não passava de uma simples gripe, isto quando já sabíamos dos efeitos na Ásia e na Europa. Atrelou o combate à pandemia à política de Donald Trump. Os efeitos logo se manifestaram, ao norte do Rio Grande, que separa o México dos EUA, com o maior número de infectados e de óbitos. No nosso país a tragédia só não foi maior graças às ações corajosas de governadores e prefeitos, que, vale registrar, foram sistematicamente atacados e desqualificados por Bolsonaro e seus asseclas.

A situação presente é muito grave. Não é possível que até hoje o ministério da Saúde não tenha efetuado as compras preventivas das diversas vacinas. E mais: não estabeleceu uma campanha nacional de vacinação e, muito menos, uma articulação com as secretarias estaduais de Saúde. O improviso e a irresponsabilidade são as características principais da gestão de Pazuello. Contudo, o general nada faz sem a anuência do capitão-presidente.

Estamos muito próximo de uma situação caótica no campo da saúde pública. Os brasileiros querem a vacinação o mais rápido possível. Ninguém aguenta mais o que estamos passando desde o primeiro trimestre deste ano. O país clama pelo enfrentamento da Covid-19, evidentemente de forma segura e científica. Transformar a vacinação em instrumento de guerra política é de uma enorme crueldade. Estamos falando de vidas que podem ser salvas. Estamos falando de um país que necessita o mais rapidamente possível retomar a normalidade econômica. Postergar a vacinação em massa, certamente, vai encontrar uma enorme resistência popular. Espero que Bolsonaro não pague para ver.

 


+ Homem que vivia ‘casado’ com a própria filha é preso após polícia investigar agressão contra criança
+ Família de Schumacher coloca mansão à venda por R$ 400 milhões
+ Pão de Queijo: faça uma das receitas mais gostosas do Brasil



Veja também

+ Receita de bolinho de costela com cachaça
+ Cientistas descobrem nova camada no interior da Terra
+ Receita de panqueca americana com chocolate
+ Receita rápida de panqueca de doce de leite
+ Contran prorroga prazo para renovação da CNH
+ Receita de moqueca de peixe simples e deliciosa
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Sucuris gigantes são flagradas em expedições de fotógrafos no MS


Sobre o autor

Marco Antônio Villa é historiador, escritor e comentarista da Jovem Pan e TV Cultura. Professor da Universidade Federal de São Carlos (1993-2013) e da Universidade Federal de Ouro Preto (1985-1993). É Bacharel (USP) e Licenciado em História (USP), Mestre em Sociologia (USP) e Doutor em História (USP)


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2021 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.