O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nova melhora clínica nas últimas 24 horas, conforme boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta terça-feira, 17. Segundo a equipe médica, o ex-mandatário teve mais uma queda nos marcadores inflamatórios e foi transferido, na segunda-feira, 16, para uma nova acomodação de terapia intensiva, descrita como “mais adequada para o quadro clínico atual”.
Apesar da evolução positiva nos exames, Bolsonaro permanece sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele segue em tratamento para uma pneumonia bacteriana bilateral, originada por um episódio de broncoaspiração. O protocolo médico mantém a administração de antibióticos por via endovenosa, suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Ofensiva jurídica no STF
Acompanhando a situação clínica, a defesa de Bolsonaro formalizou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar humanitária. Os advogados sustentam que o estado de saúde do ex-presidente é incompatível com o regime de custódia atual, citando a necessidade de cuidados médicos contínuos e o risco de morte associado à gravidade da pneumonia bilateral.
O pedido utiliza os laudos emitidos pelo DF Star para reforçar que o ambiente hospitalar de alta complexidade, onde o ex-mandatário se encontra, é a única estrutura capaz de garantir sua integridade física no momento. A petição aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes, que já determinou o monitoramento da unidade de saúde pela Polícia Militar desde o início da internação.