Bolsonaro apresenta melhora na função renal e nos marcadores inflamatórios

O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na UTI do Hospital DF Star para tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Foto: AFP/Arquivos

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora na função renal e nos marcadores inflamatórios, porém segue sem previsão de alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital DF Star, em Brasília (DF). De acordo com o novo boletim médico divulgado nesta segunda-feira, 16, houve indicação favorável da resposta “à antibioticoterapia instituída”.

O comunicado ressaltou que Bolsonaro segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. O ex-presidente está internado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral, condição desencadeada por um episódio de broncoaspiração.

No dia 15 de março, o hospital havia registrado uma melhora na função renal, mas a equipe médica precisou ampliar o uso de antibióticos. O documento é assinado pelos médicos Claudio Birolini (cirurgião-geral), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. (coordenador da UTI) e pelo diretor-geral da unidade, Allisson B. Barcelos Borges.

Ofensiva jurídica

Diante da gravidade do estado de saúde, a defesa de Bolsonaro prepara uma nova investida jurídica. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) visitou o pai e disse que ele está “inchado” por causa do uso de antibióticos e “naturalmente irritado” com o quadro de saúde.

O ex-vereador voltou a reforçar que o ex-presidente poderia ter morrido caso não tivesse recebido atendimento médico rapidamente. “Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem”, emendou.

A estratégia da defesa é utilizar a evolução do quadro de pneumonia bacteriana e a necessidade de suporte intensivo para sensibilizar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a estrutura hospitalar e os cuidados permanentes exigidos pelo ex-presidente reforçam a tese de que o ambiente carcerário é inadequado para a manutenção de sua integridade física.