Bolsonaro pode deixar a UTI nas próximas 24 horas, diz hospital

Novo boletim médico registra estabilidade e ausência de intercorrências; PGR se manifestou a favor da prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente

Bolsonaro
- Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma evolução clínica satisfatória e poderá receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas. De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta segunda-feira, 23, o paciente permanece estável e sem intercorrências no tratamento da pneumonia bacteriana bilateral, contraída após um episódio de broncoaspiração.

A equipe multidisciplinar informou que, caso a trajetória favorável se mantenha, Bolsonaro será transferido para uma unidade de cuidados menos intensivos. No momento, ele segue sob antibioticoterapia endovenosa e mantém a rotina de fisioterapia respiratória e motora. O documento conta com a assinatura dos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e do diretor geral Allisson B. Barcelos Borges.

Parecer favorável da PGR

Também nesta segunda-feira, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer favorável ao pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa. No documento, o procurador argumenta que a manutenção do regime fechado aumenta a vulnerabilidade do ex-presidente diante de seu quadro de “multimorbidades graves”.

A manifestação da PGR destaca que a integridade física de Bolsonaro corre “risco iminente” devido à possibilidade de novos episódios súbitos de mal-estar.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão em regime inicial fechado, após condenação por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito. Ele estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal até ser removido às pressas para o hospital em 13 de março.

A decisão final sobre a flexibilização do regime de prisão cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes, que analisará o parecer da PGR em conjunto com os laudos médicos atualizados enviados pelo hospital.