Economia

Bolsas europeias sobem com dados chineses, apesar de impacto local da covid-19

As bolsas europeias operam em alta desde a abertura dos negócios desta quinta-feira, reagindo ao desempenho melhor do que o esperado da balança comercial chinesa no último mês e apesar do impacto da pandemia de coronavírus em balanços corporativos e indicadores macroeconômicos da região.

Na comparação anual de abril, as exportações chinesas tiveram uma inesperada alta de 3,5%, enquanto as importações diminuíram 14,2%. Analistas previam queda de 18,8% nas exportações e recuo mais acentuado nas importações, de 15,8%.

Os sinais de recuperação do comércio externo da China vieram em meio a crescentes tensões entre Washington e Pequim. Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China “pode ou não” manter o acordo comercial bilateral firmado no começo do ano entre as potências. Segundo Trump, só será possível saber se os chineses estão ou não cumprindo suas obrigações na fase 1 do pacto comercial “em cerca de uma semana ou duas”.

Desde a semana passada, americanos e chineses vêm protagonizando uma polêmica sobre a origem da pandemia de coronavírus. Para autoridades de Washington, o surto teria começado devido a uma “falha” em um laboratório de Wuhan, cidade chinesa onde os primeiros casos da doença foram registrados. Recentemente, Trump ameaçou voltar a impor tarifas a produtos chineses.

Como era de se prever, a covid-19 causou estragos nos resultados financeiros dos primeiros três meses do ano de grandes companhias da Europa, com algumas delas alertando que o impacto será ainda maior no segundo trimestre. Entre empresas que divulgaram balanços hoje, a ação da espanhola Telefónica caía 1,7% em Madri e a da franco-holandesa Air France-KLM recuava 3,2% em Paris. Por outro lado, a AB InBev era destaque positivo, com alta de 2,7% em Bruxelas, após salientar pontos positivos na China e nos EUA.

Já a atividade na Europa continua renovando mínimas históricas na esteira do coronavírus. Na Alemanha, a produção industrial sofreu uma queda inédita de 9,2% em março ante fevereiro. O mesmo ocorreu com as encomendas à indústria alemã e com as vendas no varejo da zona do euro, segundo dados publicados ontem.

Na madrugada de hoje, o Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês) optou por manter sua política monetária inalterada, após as agressivas medidas de estímulos que adotou em março em reação ao coronavírus. Dois de seus nove dirigentes, porém, votaram por um aumento do programa de relaxamento quantitativo (QE).

Às 8h04 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,67%, a de Frankfurt avançava 0,80% e a de Paris se valorizava 0,75%. Já em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 0,89%, 0,07% e 0,87%, respectivamente.

No câmbio, a libra reagiu em alta ao BoE e mantém a valorização desde então, subindo de US$ 1,2341 no fim da tarde de ontem para US$ 1,2365 no horário acima. Já o euro recuava levemente a US$ 1,0792, de US$ 1,0799 ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

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