Economia

Bolsas europeias sobem após BoE cortar juros, de olho em iniciativas contra vírus

Crédito: AFP/Arquivos

(Arquivo) Vista do Banco da Inglaterra (Crédito: AFP/Arquivos)

As bolsas europeias operam majoritariamente em alta desde a abertura do pregão desta quarta-feira – embora os ganhos tenham diminuído bastante desde então -, após decisão do Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês) de anunciar um corte extraordinário de juros, em reação ao coronavírus.

Na madrugada de hoje, o BC inglês reduziu sua taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, a 0,25%, e anunciou um esquema de financiamento para apoiar pequenas e médias empresas afetadas pelo coronavírus. O anúncio veio após uma reunião extraordinária realizada ontem. No próximo dia 26, o BoE fará sua reunião regular de política monetária.

Em coletiva de imprensa, o presidente do BoE, Mark Carney, disse que o choque do coronavírus pode ser grande para a economia do Reino Unido, mas deverá ser temporário. Carney afirmou também que o corte de juros faz parte de uma ação coordenada com o Tesouro britânico, que divulgará mais tarde seu projeto orçamentário. Há expectativas de que o projeto traga medidas de estímulo fiscal.

Investidores acompanham também esforços de outros governos para amenizar o impacto do coronavírus. Nesta manhã, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a União Europeia vai investir 25 bilhões de euros para lidar com os efeitos da doença.

Já os EUA estão discutindo novas medidas fiscais, enquanto Japão e Austrália revelaram novos pacotes de gastos, também voltados para conter a ameaça econômica da doença.

Segundo a TV Bloomberg, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a Europa está sujeita a sofrer uma crise semelhante à de 2008 por causa do coronavírus. Em teleconferência realizada ontem com líderes europeus, Lagarde também alertou para a possibilidade de um “grande choque econômico” e disse que “ações urgentes” são necessárias agora, de acordo com uma fonte. O BCE vai revisar sua política monetária amanhã.

O coronavírus já infectou quase 114 mil pessoas no mundo inteiro, causando mais de 4 mil mortes. A China, onde a epidemia teve início, responde pela maior parte dos casos e óbitos.

Na Europa, a situação é particularmente preocupante na Itália, que registrou mais de 10 mil casos da doença. No começo da semana, o governo italiano anunciou o isolamento total do país.

Horas depois do anúncio do BoE, foi divulgado que a produção industrial do Reino Unido caiu 0,1% em janeiro ante dezembro, contrariando a previsão de analistas, de acréscimo de 0,3%.

Às 8h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,48%, a de Frankfurt avançava 0,71% e a de Paris se valorizava 1,09%. Já em Madri e Lisboa, os ganhos eram de 0,34% e 0,53%, respectivamente. Exceção, o mercado de Milão caía 0,19%. No câmbio, a libra subia a US$ 1,2921, de US$ 1,2907 ontem, diante da expectativa de que o Reino Unido adote incentivos fiscais mais tarde, e o euro seguia a mesma direção, cotado a US$ 1,1337, ante US$ 1,1298 ontem.

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