Economia

Bolsas europeias recuam com tensões EUA-China e impacto econômico do coronavírus

As bolsas europeias operam em baixa desde a abertura dos negócios desta quinta-feira, atentas ao noticiário sobre o coronavírus e seus efeitos na economia da região e a persistentes tensões entre EUA e China.

A última leva de indicadores de atividade conhecidos como PMIs mostram que a economia da zona do euro continua se contraindo fortemente neste mês em meio aos impactos da pandemia de coronavírus, ainda que tenha exibido alguma melhora em relação à mínima histórica atingida em abril.

O chamado PMI composto do bloco, que reúne os setores industrial e de serviços, subiu da mínima recorde de 13,6 em abril para 30,5 em maio, segundo dados preliminares da IHS Markit. Embora não seja muito animador, o resultado ficou acima da projeção de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de aumento a 24.

Apenas na Alemanha, o PMI composto foi de 17,4 para 31,4 no mesmo período. Já no Reino Unido, houve avanço do mesmo indicador, de 13,8 abril para 28,9, mas a leitura ficou aquém do esperado (33).

Enquanto isso, o levantamento mais recente da Universidade Johns Hopkins mostra que o total de casos de covid-19 no mundo ultrapassou a marca de 5 milhões, com o número de mortos se aproximando de 330 mil.

A questão do coronavírus ajuda a manter relações tensas entre EUA e China. Ontem, o presidente americano, Donald Trump, voltou a culpar os chineses pela pandemia. “Foi a incompetência da China, e nada mais, que causou esse massacre em todo o mundo”, afirmou Trump em sua conta oficial no Twitter.

Nas próximas horas, os EUA vão dominar a agenda do dia. Lá, serão divulgados PMIs preliminares de maio e os pedidos de auxílio-desemprego semanais, e falarão vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), incluindo seu presidente, Jerome Powell, e vice, Richard Clarida. Antes disso, às 8h (de Brasília), o Banco Central da Turquia anuncia decisão de política monetária.

Às 7h37 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,87%, a de Frankfurt recuava 1,32% e a de Paris se desvalorizava 1%. Já em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 0,69%, 0,09% e 0,28%, respectivamente.

No câmbio, o euro se desvalorizava a US$ 1,0975, de US$ 1,0984 no fim da tarde de ontem, mas a libra seguia direção contrária, cotada a US$ 1,2240, ante US$ 1,2230 na véspera.

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