Economia

Bolsas europeias recuam com EUA-China, mas balanços e Fed também estão no radar

As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa na manhã desta quarta-feira, reagindo aos últimos desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China e a uma série de balanços de empresas relevantes da região. Investidores na Europa também aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a ser anunciada na tarde de hoje.

A questão sino-americana voltou a preocupar após a Reuters noticiar ontem que a chamada “fase 1” do acordo comercial preliminar entre EUA e China pode não ficar pronta a tempo de ser assinada durante evento no Chile no mês que vem, como se especulava. O funcionário do governo americano ouvido pela agência de notícias, no entanto, disse que isso não significa que o acordo está desmoronando.

A expectativa é que os presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, discutam o assunto na reunião de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) que ocorrerá em meados de novembro, no país sul-americano.

Além disso, grandes empresas e bancos europeus divulgaram resultados financeiros na madrugada de hoje, incluindo Santander, Deutsche Bank, Airbus, Volkswagen e Credit Suisse. Os números do Santander, do Deutsche e do Credit desagradaram e suas ações caíam 3,9% em Madri, 5,4% em Frankfurt e 2,7% em Zurique, respectivamente. Já o informe da Volkswagen foi bem recebido, levando os papéis da montadora a subir 1,7% no mercado alemão.

Há grande expectativa também para o anúncio de política monetária do Fed, que virá, no entanto, apenas às 15h (de Brasília), depois do fechamento dos mercados europeus. Analistas preveem que o BC americano cortará juros pela terceira vez este ano diante de sinais de desaceleração da economia global, em boa parte relacionados às desavenças comerciais entre Washington e Pequim.

Ainda no radar continua o cenário político do Reino Unido, que realizará eleições gerais em 12 de dezembro, após aprovação do Parlamento britânico ontem. A votação antecipada tem o objetivo de superar o impasse do Brexit, que tem paralisado a política no país nos últimos meses. No começo da semana, a União Europeia aprovou um novo adiamento, de três meses, para o Brexit, que deveria entrar em vigor nesta quinta (31).

Na agenda de indicadores europeus de hoje, destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) da França, que cresceu 0,3% no terceiro trimestre ante o segundo, superando previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de um avanço de 0,2%. Por outro lado, o índice de sentimento econômico da zona do euro caiu de 101,7 em setembro para 100,8 em outubro, atingindo o menor patamar desde janeiro de 2015, e vindo abaixo da projeção de economistas, de 101,2.

Às 8h02 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,09%, a de Frankfurt recuava 0,17%, a de Madri perdia 1,15% e a de Lisboa cedia 0,07%. Já as de Paris e de Milão tinham altas respectivas de 0,29% e 0,04%, após a Fiat Chrysler confirmar mais cedo que está discutindo uma possível fusão com o grupo francês PSA, fabricante das marcas Peugeot e Citroën. A ação da Fiat saltava quase 9% em Milão e a da Peugeot tinha alta superior a 6% em Paris.

No mercado de câmbio, o euro se fortalecia a US$ 1,1122, de US$ 1,1114 no fim da tarde de ontem, e a libra seguia a mesma direção, cotada a US$ 1,2894, ante US$ 1,2862 ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

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