Economia

Bolsas europeias entram em “bear market” com tombo do petróleo e coronavírus

As bolsas europeias operam em queda bastante acentuada desde a abertura do pregão desta segunda-feira, à medida que um violento tombo nos preços do petróleo e temores com o impacto econômico do coronavírus levam investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações, e a buscar alternativas mais seguras, como Treasuries ou ienes. Às 7h47 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 6,08%, a 344,70 pontos, entrando em “bear market”, ao acumular perdas de mais de 20% desde que atingiu seu pico mais recente.

As cotações do petróleo WTI e Brent chegaram a despencar cerca de 30% entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, depois que a Arábia Saudita cortou os preços da commodity no fim de semana, numa sinalização de que ampliará significativamente a produção em abril.

O gesto dos sauditas, que foi interpretado como uma guerra de preços, veio após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os aliados da Opep+ não conseguirem fechar um acordo, na última sexta-feira (06), para cortar ainda mais a produção do grupo, como parte de uma estratégia para lidar com os efeitos do coronavírus. A Rússia, líder informal da Opep+, rejeitou uma proposta da Opep de reduzir a oferta coletiva em mais 1,5 milhão de barris por dia.

A questão do coronavírus também continua dominando o sentimento nos mercados. Globalmente, a doença já infectou mais de 106 mil pessoas e causou mais de 3.600 mortes, segundo os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O vírus, que tem origem na China, está se alastrando por vários outros países, incluindo Itália, Alemanha e Reino Unido. Fora da Europa, a situação também é preocupante na Coreia do Sul, no Irã e nos Estados Unidos.

Neste cenário de aversão a risco, dados positivos da indústria alemã ficaram em segundo plano. Em janeiro, a produção industrial da maior economia europeia cresceu 3% em janeiro ante dezembro, superando a previsão de analistas, de acréscimo de 1,8%. Já as exportações da Alemanha ficaram estáveis no mesmo período, contrariando expectativa de alta de 0,6%.

Também às 7h47 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 6,30%, a de Frankfurt recuava 6,50% e a de Paris cedia 6,63%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 9,69%, 6,51% e 6,69%, respectivamente. No câmbio, o euro se fortalecia significativamente, a US$ 1,1414, de US$ 1,1311 no fim da tarde de sexta-feira, e a libra seguia a mesma direção, cotada a US$ 1,3090, ante US$ 1,3030 na sexta.

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