Economia

Bolsas europeias antecipam impacto limitado de coronavírus e beiram recordes

Bolsas europeias antecipam impacto limitado de coronavírus e beiram recordes

(Arquivo) Sala de controle da operadora da Bolsa de Paris - AFP/Arquivos

As bolsas europeias, relativizando o impacto do novo coronavírus, tiveram uma dinâmica favorável nesta semana, graças aos fluxos de liquidez, aos bons resultados e a dados animadores, uma evolução que deve prosseguir nos próximos dias.

+ SP deve receber cinco milhões de doses de vacina chinesa em outubro, diz Doria

“A resiliência do mercado é excelente”, e ele se recusa a “ver o copo d’água meio vazio”, disse à AFP Guillaume Garabedian, responsável pela assessoria de gestão Meeschaert Gestion Privée.

Embora os anúncios sobre a epidemia COVID-19 – que deixou 1.400 mortos e cerca de 64 mil contaminados, principalmente na China – tenham provocado quedas pontuais dos índices, isso não lhes impediu de alcançar novos recordes nesta semana.

“Atualmente não temos um fator de valorização preciso que nos permita dizer que a situação da epidemia vai piorar na China”, afirmou Garabedian.

Os mercados acham que, provavelmente em fevereiro, os casos do coronavírus vão começar a diminuir, avalia Esty Dwek, diretora de estratégia de mercado da Natixis IM Solutions.

Soma-se a isto um pano de fundo favorável. “Os mercados americanos vão de recorde em recorde, os bancos centrais estão aí, há perspectivas de planos de relançamento” na China e na Europa e as empresas continuam a comprar suas próprias ações, garante.

“Temos uma rede de segurança procedente dos bancos centrais ou de governos que, de forma geral, têm muita vontade de prolongar este ciclo” econômico”, afirma Dwek.

– Desaceleração econômica contida –

Para Garabedian, as próximas semanas devem manter a tendência de alta, “exceto em um choque exógeno realmente impactante”.

“Não será possível recuperar tudo no primeiro trimestre chinês porque há toda uma parte de gastos e viagens para o Ano Novo chinês que não terão acontecido”, disse Dwek.

Garabedian concorda e garante que haverá “prejuízos não recuperáveis, sobretudo no setor aéreo, de turismo e hotelaria”.

Este fenômeno pode ter consequências mais sensíveis na Europa, mais exposta à demanda chinesa que os Estados Unidos.

Se tivermos uma “desaceleração contida, e o essencial do prejuízo de consumo na China e no mundo sejam compensados no segundo e no terceiro trimestres, não haverá perigo”, relativiza Garabedian.

Neste sentido, os indicadores que serão publicados nas próximas semanas, sobretudo os índices de atividade de fevereiro na zona do euro e nos Estados Unidos, serão determinantes.

“Os dados econômicos resistem bastante bem, nos Estados Unidos em particular”, diz Dwek, e os “resultados de empresas são ainda melhores”. O impulso constatado desde o fim de 2019 poderia ter uma “pausa”, mas este vírus “não vai parar”, garante esta analista.

Contudo, se a epidemia do coronavírus se tornar um problema mais longo, de meses, e paralisar a economia por mais tempo que o previsto, não se pode excluir uma correção de 4% a 5%, prevê Garabedian.

Veja também

+ Baleia jubarte consegue escapar de rio cheio de crocodilos na Austrália

+ MasterChef: mesmo desempregado, campeão decide doar prêmio

+ Morre mãe de Toni Garrido: “Descanse, minha rainha Tereza”

+ Após morte de cachorro, Gabriela Pugliesi adota nova cadela

+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago

+ 12 razões que podem fazer você menstruar duas vezes no mês

+ Arqueólogo leva 36 anos para montar maquete precisa da Roma Antiga

+ Após cogitar ficar longe da TV, Edu Guedes estreia na Band e ‘rouba’ horario de Mariana Godoy

+ Uma moto 0km, desde 1977 na caixa, vai a leilão e valor pode chegar a mais de R$ 190mil

+ Kit transforma BMW R nineT em réplica de moto dos anos 1930

+ Senado aprova alterações no Código de Trânsito Brasileiro

+ Por que não consigo emagrecer? 7 possíveis razões

+ O que é pior para o seu corpo: açúcar ou sal?

+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?

+ Educar é mais importante do que colecionar

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea