As bolsas de Nova York fecharam sem coesão nesta segunda-feira, 2, após se recuperarem das mínimas na reação volátil ao recrudescimento das tensões no Oriente Médio. Após ataques conjuntos dos EUA e Israel ao Irã no sábado gerarem reação iraniana, o mercado reorganizava as perspectivas econômicas e de política monetária.
O Dow Jones fechou em baixa de 0,15%, aos 48.904,78 pontos, após ter chegado a operar com breve ganho em uma recuperação da mínima do dia de 48.377,96 pontos. Já o S&P 500 terminou com alta de 0,04%, aos 6.881,62 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,36%, aos 22.748,86 pontos.
Para o Goldman Sachs, para ações e crédito, o impacto é negativo, mas apenas uma interrupção grave e prolongada no fornecimento de petróleo teria consequências substanciais para o crescimento global. A gravidade da situação passou de alta para severa em nossos cenários pré-definidos, disse a S&P Global.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã poderia ter em breve capacidade de mísseis para atingir os EUA, enquanto afirmou que manteria os ataques. Já o general e conselheiro da Guarda Revolucionária do Irã, Sardar Jabbari, afirmou que o país queimará qualquer navio que tente passar pelo Estreito de Ormuz, segundo a ISNA.
As petrolíferas Chevron e da ExxonMobil avançavam 1,52% e 1,13%, respectivamente, com o salto do petróleo. A alta da commodity e notícias de ataques a aeroportos no Oriente Médio pesaram nas operadoras aéreas, como American Airlines (-4,2%), United Airlines (-2,9%) e Delta (-2,2%).
O setor de defesa foi impulsionado diante das perspectivas de lucro em função da guerra. A Northrop Grumman e a RTX registraram altas de 6% e 4,7%, respectivamente.
Grupos de transporte marítimo despencaram, liderados pelo tombo de 10,5% da Norwegian Cruise Line após projeções fracas para o ano. A Carnival caiu 7,7%, a Viking Holdings perdeu 5,2% e a Royal Caribbean cedeu 3,2%.
Os bancos tiveram pouca força de recuperação após tombos expressivos na sexta-feira. O Goldman Sachs subiu 0,8%.