Economia

Bolsas de NY fecham estáveis, com investidor de olho em comércio EUA-China

As bolsas de Nova York fecharam praticamente estáveis nesta sexta-feira, 14, em uma sessão marcada por relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer prosseguir com sua medida de aplicar tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, apesar da volta do diálogo entre os dois países.

O Dow Jones terminou com alta de 0,03%, aos 26.154,67 pontos; o Nasdaq caiu 0,05, aos 8010,04 pontos; e o S&P 500 avançou 0,03%, aos 2.904,98 pontos, registrando o quinto dia seguido de ganhos. Na semana, os índices acumularam ganhos de 0,92%, 1,66% e 1,16%, respectivamente.

Os relatos de que mais tarifas por parte dos EUA podem estar a caminho foram embasados por fontes da Bloomberg. No entanto, analistas destacaram que na ausência de notícia negativa concreta os índices conseguiram leve recuperação no fim dos negócios, com os investidores de olho nas próximas negociações comerciais.

Na quinta-feira, o Ministério do Comércio da China confirmou que recebeu um convite dos Estados Unidos para retomar o diálogo sobre comércio. “Nós saudamos isso e os dois lados estão se comunicando sobre os detalhes”, afirmou o porta-voz da pasta, Gao Feng.

As ações da Boeing reduziram os ganhos e fecharam em alta de 1,22%, enquanto as da Caterpillar caíram 0,44%. As duas empresas são consideradas referências para o comércio global, devido à sua grande exposição internacional.

O mercado acompanhou também o ex-diretor da campanha à presidência de Donald Trump, Paul Manafort, se declarou culpado de duas acusações federais, como parte de um acordo de cooperação com promotores. As acusações contra Manafort estão relacionadas ao seu trabalho de consultoria na Ucrânia.

Em seguida, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que a decisão de Manafort de se declarar culpado e de cooperar com a apuração de Mueller é “totalmente não relacionada” com Trump. Em um comunicado, Sarah afirmou que “isso não tem absolutamente nada a ver com o presidente ou sua vitoriosa campanha presidencial de 2016. É totalmente não relacionado”.

Entre os indicadores do dia, a produção industrial dos EUA teve alta de 0,4% em agosto em relação a julho. O resultado superou as projeções de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam avanço de 0,3% do indicador.

Por outro lado, as vendas no varejo cresceram 0,1% em agosto ante o mês anterior, após ajustes sazonais, abaixo da estimativa de alta de 0,4%. Já os preços das importações recuaram 0,6% em agosto na comparação com o mês anterior. A previsão, neste caso, era de queda de 0,3%. (Com informações da Dow Jones Newswires)