Economia

Bolsas da Europa operam sem sinal único, com China, Brexit e empresas no foco

As bolsas europeias operam sem sinal único, nesta sexta-feira. Números em geral positivos da balança comercial da China impulsionam algumas ações, como as do setor de matérias-primas, mas outras praças oscilam com viés negativo, com notícias corporativas no radar. No Reino Unido, continua a haver cautela com a dificuldade do país em avançar nas negociações com a União Europeia para sua saída do bloco, o chamado Brexit.

A China registrou crescimento acima do esperado de suas importações em setembro, na comparação anual. O país ainda divulgou números fortes de compras de petróleo e cobre, o que ajuda a apoiar as commodities nesta manhã. Isso beneficia companhias do setor na Europa. A ação da petroleira ENI, por exemplo, operava em alta de 1,08% há pouco na Bolsa de Milão, enquanto entre as mineradoras em Londres BHP Billiton e Anglo American subiam 1,02% e 0,62%, respectivamente.

No Reino Unido, porém, também influía o temor com as negociações do Brexit, um dia após mais uma rodada de negociações com a UE terminar sem grandes avanços. Analistas ponderam que a falta de progresso nesse diálogo pode ameaçar o crescimento do país, no momento em que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) sinaliza que deve conduzir um aperto monetário para conter a inflação. Na bolsa londrina, a libra forte ainda contribui para pressionar os papéis de exportadoras.

A agenda de indicadores europeia, por sua vez, foi modesta hoje. O único dado importante do dia veio da Alemanha, onde a inflação ao consumidor subiu 0,1% em setembro ante agosto e teve ganho de 1,8% na comparação anual, resultados em linha com as projeções dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

No setor corporativo, a Basf informou que fechou um acordo para comprar partes significativas do negócio de sementes e herbicidas não seletivos da Bayer. A ação, porém, recuava 0,36% em Frankfurt, com a avaliação de analistas de que o negócio apresenta perspectiva limitada de sinergias.

Na Espanha, ainda há certa cautela com o quadro em relação à Catalunha, após o governo regional anunciar a secessão, mas suspender seus efeitos para tentar negociar com a administração do premiê Mariano Rajoy. O primeiro-ministro deu um ultimato para reverter a proclamação, mas na semana que vem se isso não ocorrer a tendência é que a crise se aprofunde, com risco de intervenção do governo central. No setor bancário espanhol, Santander caía 0,18% e CaixaBank recuava 0,37%.

Às 7h34 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,18%, Frankfurt subia 0,04% e Paris tinha alta de 0,01%. Milão recuava 0,20%, Madri tinha baixa de 0,02% e Lisboa ganhava 0,04%. No câmbio, o euro caía a US$ 1,1832, quase estável, e a libra avançava a US$ 1,3276.

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