Economia

Bolsas da Europa fecham com sinais distintos, com Brexit, covid e pacote fiscal

As bolsas da Europa operaram em direções distintas nesta terça-feira, com a tríade covid-19, pacote fiscal americano e Brexit. Enquanto o recorde de novas infecções na região eleva o temor quanto a lockdowns nacionais, como anunciou a Irlanda ontem, o fim do prazo para o acerto de uma nova ajuda nos Estados Unidos mantém o sentimento de cautela. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,35%, a 365,51 pontos.

Nas tensões dos investidores, a preocupação com novos lockdowns para conter a escalada recorde de casos na Europa predomina. Ontem, a Irlanda decretou confinamento a partir da quarta-feira. O país é o primeiro da União Europeia a tomar tal medida. Na Itália, os números de novos casos segue alto, com medidas locais de restrição sendo avaliadas.

Também é esperado algum sinal de fogo das tratativas para um acordo fiscal nos Estados Unidos. O prazo estabelecido pela presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, de 48 horas para a fixação de um pacote termina hoje. Uma nova conversa está prevista entre a democrata e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

As companhias aéreas, um dos temas prioritários nas tratativas nos EUA, tiveram bom desempenho na Europa. A IAG, controladora de algumas das principais operadoras, como Iberia e British Airways, fechou em alta de 6,85%. Ryanair (+1,27%), Easyjet (+5,67%) Lufthansa (+2,88%), Air France-KLM (+1,55%) tiveram altas ao redor da região.

Quanto ao Brexit, terceiro item da tríade de preocupações, há expectativa de retomada das conversas entre o Reino Unido e a UE amanhã. Tanto o banco dinamarquês Danske Bank quanto a consultoria de risco político Eurasia ainda acreditam que a chance de um acordo é de 60% até o fim deste ano, apesar do desfecho desastroso da semana passada. Em Londres, o FTSE fechou perto da estabilidade, com alta de 0,08%, a 5.889,22 pontos.

A temporada de resultados do terceiro trimestre ao redor do globo contribui para encorajar uma alta em alguns mercados. Um dos destaques hoje foram os números do UBS, maior banco suíço, com uma alta de 99% no lucro líquido do período e o melhor trimestre em uma década. As ações subiram 2,65% em Zurique.

O setor financeiro ajudou o IBEX35, em Madri, a registrar a maior alta do dia dentre as principais bolsas europeias, subindo 0,98%, a 6.927,30 pontos. BBVA (+3,06%) e Santander (+2,77%) registraram importantes altas.

Em Milão, o Bper Banca registrou a maior alta da sessão, 9,75%, em dia que dois dos principais bancos italianos, BPM (+3,08%) e Unicredit (+2,32%) figuraram entre os maiores ganhos. O FTSE MIB fechou em alta de 0,56%, a 19.482,13 pontos.

Em Frankfurt, o DAX30 teve queda de 0,92%, a 12.736,95 pontos, em dia que dados mostraram que os preços ao produtor da Alemanha caíram 1% na comparação anual de setembro.

O PSI20, em Lisboa, teve queda de 1,02%, a 4.171,15 pontos. O BCP Millenium teve baixa nas ações de 0,90%, enquanto a Galp caiu 1,17%, em dia negativo para grande parte do setor de petróleo. Em Paris, o CAC caiu 0,27%, a 4.929,28 pontos. A Total recuou 0,44% na sessão.

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