Economia

Bolsas da Ásia fecham em queda com impasse nas negociações comerciais EUA-China

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa diante do impasse nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China em meio a questões envolvendo a gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies.

De acordo com a agência de notícias Dow Jones Newswires, os esforços para reativar as negociações sino-americanas não estão progredindo diante das restrições à Huawei. Em meio a relatos recentes de que os EUA vão relaxar algumas restrições a vendas da empresa chinesa, Pequim supostamente está esperando para ver as ações de Washington antes de se comprometer com uma nova rodada de negociações. As incertezas em relação aos dois países têm pesado nas perspectivas para a economia global e feito com que, nas últimas semanas, diversos bancos centrais adotassem um tom mais voltado à flexibilização monetária.

“Os investidores voltaram a se concentrar nos piores cenários, apesar das políticas excessivamente flexíveis dos bancos centrais”, disse o sócio-gerente da Vanguard Markets, Stephen Innes, em nota a clientes. E, sem nenhum movimento nas negociações comerciais, “os mercados voltaram a um estado elevado de cautela”, escreveu.

O índice Xangai Composto recuou 1,04%, para 2.901,18 pontos, terminando o pregão na mínima do dia. O menos abrangente Shenzen Composto caiu 1,6%, para 1.548,64 pontos. Já na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 0,46%, para 28.461,66 pontos.

Na Coreia do Sul, o banco central cortou a taxa básica de juros para 1,5% pela primeira vez em três anos, um movimento surpresa que ocorre quando a economia sul-coreana está em dificuldades e com as tensões comerciais com o Japão ganhando força. Apesar da redução dos juros, o índice Kospi, da Bolsa de Seul, fechou em baixa de 0,31%, cotado a 2.066,55 pontos. Em solo japonês, as exportações caíram pelo sétimo mês consecutivo em junho à medida que os embarques de ferramentas na fabricação de chips para a China caíram drasticamente. Não por acaso, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, cedeu 1,97%, para 21.046,24 pontos.

Na Austrália, dados do mercado de trabalho indicaram que a geração de postos foi mais fraca do que o esperado em junho. Analistas disseram ser improvável que a leitura afete possíveis novos cortes nos juros pelo Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês), que provavelmente pode querer mais evidências depois de cortar o juro básico duas vezes nos últimos dois meses, para a mínima histórica de 1,0% ao ano. Assim, o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, fechou em queda de 0,36%, aos 6.649,10 pontos.