Bolsas asiáticas sobem após rali em NY e diante de menor ansiedade com comércio

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta terça-feira, na esteira do forte desempenho dos mercados acionários de Nova York e à medida que diminuiu a recente ansiedade com desavenças comerciais entre EUA e China, as duas maiores economias mundiais.

Ontem, as bolsas americanas saltaram cerca de 3%, garantindo a maior valorização diária desde agosto de 2015. O rali veio após o The Wall Street Journal noticiar no fim de semana que Pequim e Washington iniciaram discretas conversas para ampliar o acesso dos EUA aos mercados chineses.

Além disso, o principal assessor comercial na Casa Branca, Peter Navarro, disse ontem em entrevista à rede CNBC estar esperançoso de que a China trabalhará com os EUA para superar divergências comerciais. Já o premiê chinês, Li Keqiang, enfatizou a disposição de Pequim de continuar negociando com os EUA.

No fim da semana passada, as ações globais haviam reagido em forte baixa a uma troca de ameaças de tarifação entre americanos e chineses. O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou planos de taxar até US$ 60 bilhões em importações da China. Em resposta, Pequim anunciou que poderá adotar medidas retaliatórias contra 128 produtos americanos no valor de US$ 3 bilhões.

O mercado japonês se destacou hoje na Ásia, com um salto de 2,65% do índice Nikkei em Tóquio, a 21.317,32 pontos. O ganho foi o segundo maior do ano e veio também com o enfraquecimento do iene ante o dólar e menores preocupações com um escândalo político que recentemente comprometeu a estabilidade do governo do Japão.

Em depoimento no Parlamento japonês, um ex-funcionário do Ministério de Finanças disse hoje que o primeiro-ministro Shinzo Abe não ordenou alterações em documentos ligados à venda irregular de um terreno público. A primeira-dama, Akie Abe, está sendo investigada por suposto envolvimento no caso.

Na China, o Xangai Composto subiu 1,05%, a 3.166,65 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, e o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups com menor valor de mercado, avançou 2,2%, a 1.829,69 pontos.

Dados oficiais publicados no fim da noite de ontem mostraram que o lucro de grandes empresas do setor industrial chinês teve expansão anual de 16,1% no primeiro bimestre, ganhando força em relação ao avanço de 10,8% verificado em dezembro.

Em outras partes da região asiática, o Hang Seng teve alta de 0,79% em Hong Kong, a 30.790,83 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,61% em Seul, a 2.452,06 pontos, o Taiex avançou 1,35% em Taiwan, a 10.986,79 pontos, e o filipino PSEi exibiu ganho de 1,45% em Manila, a 8.047,03 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana voltou para o azul, após três sessões de perdas. O S&P/ASX 200 subiu 0,72% em Sydney, a 5.832,30 pontos, buscando se recuperar depois de atingir o menor nível em cinco meses e meio ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.