Bolívia vence Suriname (2-1) e vai enfrentar Iraque por vaga na Copa de 2026

A Bolívia manteve vivas suas esperanças de se classificar para a Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (26), ao vencer o Suriname de virada na semifinal da repesagem intercontinental B, realizada no Estádio de Monterrey.

O Suriname, que vinha tentando se tornar a equipe de pior ranking na história a se classificar para o Mundial, abriu o placar no início do segundo tempo por meio de Liam van Gelderen (48′).

Esse gol parecia ser suficiente para garantir a vitória da ex-colônia holandesa, que ocupa a 123ª posição no ranking mundial e é composta, em sua maioria, por jogadores de ascendência surinamesa que atuam no futebol holandês.

Mas os bolivianos reagiram e empataram graças ao jovem meio-campista Moisés Paniagua, de 18 anos (72′).

Pouco depois, o cruzamento rasteiro de Medina encontrou Juan Sinforiano Godoy, que foi derrubado pelo zagueiro surinamês Myenty Abena e o árbitro Alireza Faghani marcou pênalti. Miguel Terceros, que joga no Santos, cobrou bem e fez 2 a 1 (79′).

“Tivemos muita posse de bola, mas, infelizmente, nenhum gol. Depois disso, fizemos um ajuste tático significativo, e os jogadores mostraram sua personalidade, não desistiram. Estamos lidando com um elenco que nunca dá nada por perdido, que não desmoronou após ficar em desvantagem de 1 a 0 e que soube buscar forças”, disse Óscar Villegas, técnico da seleção boliviana.

Com o objetivo de retornar a uma Copa do Mundo após uma longa ausência de quase 32 anos (a última participação foi no Mundial de 1994 nos Estados Unidos), a Bolívia enfrentará o Iraque na terça-feira (31) em busca de uma vaga no Mundial da América do Norte, onde ficaria no Grupo I, ao lado de França, Senegal e Noruega.

A vitória boliviana foi presenciada por 33.547 espectadores – entre eles, o presidente da Fifa, Gianni Infantino – que também observaram a robusta operação de segurança mobilizada ao redor do estádio, envolvendo efetivos do Exército, da Guarda Nacional e das forças policiais estaduais e municipais.

Após a vitória, a euforia tomou conta de La Paz, apesar da noite fria, com 8ºC.

“Senti uma emoção tão grande. Uma vontade de chorar… e chorei mesmo. Derramei lágrimas de emoção”, disse à AFP Ana Calvo, advogada de 38 anos.

Escalações:

Bolívia: Guillermo Viscarra – Diego Medina, Luis Haquín, Efraín Morales, Roberto Fernández – Héctor Cuéllar (Moisés Paniagua 58′), Gabriel Villamil, Robson Matheus (Ervin Vaca 89′), Ramiro Vaca (Diego Arroyo 89) – Miguel Terceros, Enzo Monteiro (Juan Godoy 74′). Técnico: Óscar Villegas.

Suriname: Etienne Vaessen – Djavan Anderson, Liam van Gelderen (Denzel Jubitana 86′), Leo Abena, Stefano Denswil (Sheraldo Becker 84′), Shaquille Pinas (Anfernee Dijksteel 70′) – Melayro Bogarde (Dion Malone 84′), Tjaronn Chery, Jean-Paul Boëtius (Radinio Balker 46′) – Gyrano Kerk, Joël Piroe. Técnico: Henk ten Cate.

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