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Bolívia vai liberar acesso da CIDH a arquivos sobre violência de 2019

Bolívia vai liberar acesso da CIDH a arquivos sobre violência de 2019

A polícia de choque boliviana fica de guarda durante uma manifestação em Cochabamba, em 18 de novembro de 2019 - AFP

O governo da Bolívia se comprometeu nesta segunda-feira a liberar o acesso da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) aos arquivos das Forças Armadas, polícia e Justiça, para que seja investigada a violência política do ano passado, que deixou 35 mortos.

“É um compromisso do governo da Bolívia que os arquivos das Forças Armadas, da polícia e de todos os órgãos da Justiça e do Ministério Público sejam acessíveis, para o seu trabalho”, afirmou o ministro da Justiça, Iván Lima, durante um ato público que deu início ao trabalho da CIDH. Ele assinalou que o governo irá garantir o acesso a toda informação requerida sobre os fatos ocorridos entre setembro e dezembro de 2019.

Em outubro passado, a Bolívia realizou eleições, nas quais Morales, no poder desde 2006, tentava conquistar o quarto mandato. Após a sua vitória, a votação foi denunciada como fraudulenta e resultou em protestos em todo o país, o que levou o governante esquerdista a renunciar e buscar exílio no México e, posteriormente, na Argentina.

Primeiramente, foram registrados confrontos nas ruas entre opositores e apoiadores de Morales. Em seguida, entre civis e forças militares e policiais. Nove civis morreram durante manifestações em Sacaba e outros 10 na região de Senkata, cidade de El Alto.

A CIDH deslocou hoje cinco especialistas que trabalharão durante seis meses na investigação. Eles formam o Grupo Interdisciplinar de Especialistas Independentes (GIEI), criado após um acordo assinado entre a CIDH e a Bolívia em dezembro de 2019, durante o governo de direita de Jeanine Áñez.


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Segundo Julián Burger, um dos membros do GIEI, o grupo “poderá fazer recomendações”, mas, em nenhum caso, “as sanções finais cabem a nós”.

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