Edição nº2497 20.10 Ver edições anteriores

Bola da vez

WILTON JUNIOR

Eduardo Cunha está cortando um dobrado para fechar sua delação premiada com a Lava Jato. O ex-deputado até ofereceu um invejável calhamaço de revelações, com mais de 100 anexos. Mas o material foi recusado, já que não incluiu seus próprios crimes, como exigem os promotores federais. Sem isso, as chances de um acordo são nulas. E, sem a delação, as penas que aguardam o “Caranguejo” são do “padrão Sérgio Cabral”.

Lava Jato
Vale sim!

O empenho de Lula em desqualificar Antônio Palocci, que negocia delação premiada com a Força Tarefa da Lava Jato, teve reação onde o ex-presidente menos esperava. Ao julgar um recurso em habeas corpus, a 5a Turma do STJ acabou de decidir que denúncias feitas por réu em acordo com a Justiça não podem ser desqualificadas pelo acusado de participação nos crimes. As provas serão colhidas e avaliadas no curso do processo. O caso envolvia um ex-prefeito do interior paulista. “A delação é meio de prova por levar ao processo informações que contribuirão para o juiz decidir o caso e a conduta do delatado”, acentuou o relator, ministro Jorge Mussi.

STF
Menos um

Em que pese a cena explícita de carinho de Gilmar Mendes beijando a cabeça da presidente Cármen Lúcia ao final da sessão em que o STF decidiu enviar à Câmara dos Deputados a denúncia contra Michel Temer, o placar de nove a um a favor da medida também indica tendência do ministro a ficar mais isolado entre os seus colegas. O pensamento comum ali é que as posições extremadas de Mendes acabam por afetar a imagem da Casa. Há 15 anos no tribunal, o único ministro com quem Gilmar não se chocou até hoje foi com o decano Celso de Mello.

Transportes
Dada a largada

Divulgação

Na terça-feira 26, a regulamentação do Uber será votada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Tecnologia do Senado. Uma das propostas do relator Pedro Chaves (MS) é a identificação dos veículos com adesivos indicando o serviço, além do uso de placas vermelhas, como se vê nos táxis comuns e especiais. Se aprovado, o projeto terá de passar por mais duas comissões no Congresso: a de Infraestrutura e a de Assuntos Econômicos.

Hora H
Abre o olho, Maluf!

Depois de seis anos de muito bla-bla-blá, a 1ª Turma do STF marcou para terça-feira 26 o julgamento dos últimos recursos apresentados por Paulo Maluf nos processos em que é acusado de lavagem de dinheiro na Ilha Jersey. Dependendo do resultado, o deputado desde 2010 na lista da Interpol e já condenado a 8 anos de prisão em regime fechado, pode terminar o dia na cadeia.

Ga$tronomia
Mesas vazias

Ueslei Marcelino / Reuters

Quem frequenta os mais caros restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro tem ouvido discretos lamentos diante da crescente prisão de clientes endinheirados pelas operações de combate à corrupção. Num desses salões, na Zona Sul paulista, o impacto da reclusão imposta aos donos e executivos da JBS, por exemplo, foi estimado em “menos 80 couverts mensais”.  Na carioca São Conrado, o “maître” contou à Coluna que o executivo que bebia bons vinhos agora se contenta em receber aos sábados, em  sua confortável prisão domiciliar, o picadinho de sua preferência. As boas gorjetas secaram…

Indústria
Livre mercado

NICHOLAS KAMM

Uma missão com técnicos do governo federal e empresários prepara-se para ir aos EUA. Quer convencer os americanos a não aplicarem a chamada Resolução 232 ao Brasil. Se isso ocorrer, o aço será considerado produto de segurança nacional, dando respaldo a Donald Trump para aplicar medidas protecionistas às siderúrgicas locais, o que atingirá em cheio a nossa indústria. Com o mercado interno de veículos fraco e a construção civil quase no chão, as vendas de aço para o exterior cresceram 12,9% – últimos oito meses até agosto, versus igual período de 2016.

Negócios
Conversa bandida

É ingenuidade imaginar que os muitos larápios alcançados pelas operações de combate à corrupção tenham se purificado. Como continuam sendo o que sempre foram, surgiu entre eles um “mercado” de compra e venda de delações. Figuras que já estão com a corda do Ministério Público no pescoço têm cobrado “apoio financeiro” de antigos cúmplices, alegando despesas com advogados e familiares. Um deputado com diversos crimes ainda não expostos analisa a proposta de pagar R$ 2 milhões a um “preso amigo” para não ser denunciado. A um senador, na mesma situação, a oferta foi de R$ 3 milhões.

Medicamento
Nas cabeças

O clima seco nos últimos meses – em algumas regiões a umidade relativa do ar ficou abaixo de 30% (com registros mínimos inferior a 20%) – ajudou o descongestionante nasal Neosoro (Neoquímica) a ser o medicamento mais vendido em unidades no Brasil, de janeiro a agosto: 33,7 milhões. No mesmo período, em receita, o número 1 foi o  analgésico e relaxante muscular Dorflex (Sanofi): R$ 323,3 milhões. Os dados são da Quintiles/IMS, que audita os negócios no setor farmacêutico.

Jogo
Via rede

Dia de Sorte é o nome da loteria que a CEF planeja lançar nos próximos meses, ao custo de R$ 2,00 por volante. O apostador escolherá sete números, de 1 a 31, e um mês do ano. Certeiras as opções leva o prêmio. Melhor que isso é a iminente abertura para arriscar nas loterias federais pela internet até dezembro. Cadastrado no site do banco, a pessoa escolherá um valor mínimo, talvez R$ 20, que será abatido nos jogos que fizer. A carga inicial – e demais – serão por cartões de pagamento eletrônico.

Política
Três em um

Divulgação
Ao disparar “nova flechada” contra Michel Temer, o ex-procurador-geral Rodrigo Janot acabou ajudando quem não queria. O presidente se viu desobrigado de cumprir promessa feita em fevereiro, de afastar do governo qualquer ministro denunciado na Lava Jato. Como Moreira Franco e Eliseu Padilha foram incluídos na mesma acusação, Temer achou que ninguém
é réu (principalmente ele) e vai deixar a dupla onde está – por ora.

Brasil
Suas Excelências

Dorivan Marinho

Quando se discute os “riscos da judicialização da política”, muitos brasileiros, com razão, suspeitam estar ouvindo grego. Mas se souberem que o Supremo Tribunal Federal decidiu contratar 56 motoristas executivos, ao custo de R$ 5 milhões, entenderão a língua. Ela é falada por todo o Estado brasileiro, viciado em sangrar majestosamente o bolso do contribuinte. Os choferes, aliás, terão que usar paletós com três botões e seis bolsos”, como exige o edital. Ah, sim, suas calças “não poderão ter pregas”.

Redes Sociais
Amor sonoro

Divulgação

Até o domingo 24, nas redes sociais foram monitoradas histórias ocorridas no Rock in Rio. As 155 melhores, segundo avaliação de uma equipe do Itaú, ganharam um par de ingressos para a área vip, como a de dois jovens que ficarão noivos e vão se casar após o evento. Afinal, não havia cartório e nem padre na Cidade do Rock.

 


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