Economia

Boeing reconhecerá custo de US$ 4,9 bi para estimar impacto com 737 MAX

A Boeing emitiu comunicado nesta quinta-feira afirmando que registrará um custo após impostos de US$ 4,9 bilhões (US$ 8,74 por ação), em conexão com uma estimativa de concessões potenciais e outras considerações para os clientes afetados pelos problemas relacionados ao seu modelo 737 MAX. O custo resultará em uma redução de US$ 5,6 bilhões de receita e lucro antes de impostos no trimestre, disse a empresa.

O custo total estimado com o problema será reconhecido no segundo trimestre, mas a companhia espera que quaisquer concessões potenciais ou outras considerações possam levar uma série de anos e adotar valores distintos, diz o comunicado. Além disso, os custos estimados para produzir a aeronave aumentaram US$ 1,7 bilhão no segundo trimestre, em grande medida graças a custos maiores associados com um tempo maior que o esperado de redução na taxa de produção. Isso afetará as margens do programa 737 no segundo trimestre e em trimestres subsequentes, alerta a companhia.

A Boeing diz que continua a trabalhar com autoridades da aviação civil para garantir o retorno à operação em segurança do 737 MAX e lembra que as autoridades é que determinarão o momento da volta aos ares da aeronave. Executivo-chefe da empresa, Dennis Muilenburg diz na nota que a Boeing segue concentrada na volta segura à operação do 737 MAX. “O MAX em solo representa um vento contrário significativo e o impacto financeiro reconhecido neste trimestre reflete os desafios atuais e ajuda a lidar com riscos financeiros futuros”, afirma o executivo.

A companhia divulgará seu balanço no segundo trimestre em 24 de julho. Segundo ela, as aeronaves produzidas durante o período do 737 MAX em solo serão incluídas no estoque, neste balanço, e serão entregues ao longo de vários trimestres após a volta à operação do modelo.

O Boeing 737 MAX já havia sido vendido para várias companhias aéreas. Houve, contudo, dois acidentes fatais com a aeronave, em 2018 na Indonésia e em 2019 na Etiópia. Depois disso, autoridades determinaram que ele não voasse mais, enquanto os episódios eram investigados e a segurança do avião era assegurada.