O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla me inglês) decidiu manter a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 3,75%, em uma decisão dividida, apoiada por cinco dirigentes, enquanto quatro defenderam um corte de 25 pontos-base (pb) dos juros, a 3,50%, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (5). O Comitê de Política Monetária avaliou que a inflação caiu bastante desde o pico há três anos e espera que retorne à meta de 2% na primavera (do hemisfério norte).
De acordo com o BoE, a política monetária está sendo definida para equilibrar o risco de uma inflação mais alta ser mais persistente com o risco de uma demanda de trabalho e gastos das famílias mais fracos levarem a inflação abaixo da meta.
“Se a economia e a perspectiva para a inflação evoluírem como esperamos, haverá espaço para alguns cortes adicionais na taxa básica de juros este ano”, detalha o BC, ao ressaltar a necessidade de avaliar as informações e os dados mais recentes em cada uma das reuniões e definir os juros necessários para garantir que a inflação permaneça baixa e estável.
O comunicado detalha que Andrew Bailey, Megan Greene, Clare Lombardelli, Catherine Mann and Huw Pill votaram pela manutenção, enquanto Sarah Breeden, Swati Dhingra, Dave Ramsden and Alan Taylor preferiram reduzir os juros. Entre os defensores da manutenção, reconheceu-se que o progresso na desinflação havia continuado e, embora a perspectiva de inflação mais baixa no curto prazo fosse “bem-vinda”, resta saber como isso se refletirá na formação de salários e preços na economia.
Ainda, dentre os defensores de maior cautela, Greene, Pill e Lombardelli viram a necessidade de período de maior aperto monetário. Bailey e Mann, por sua vez, deram maior ênfase ao risco para inflação sob atividade mais fraca. O presidente do BoE, Andrew Bailey, afirmou ver espaço para “novo afrouxamento da política monetária”.