Edição nº2513 16.02 Ver edições anteriores

Bloco de urna

Ah, que beleza é o Carnaval, não é mesmo?
Diferente da maioria dos outros países, rígidos e sérios, nós brasileiros sabemos nos divertir como ninguém quando vamos às ruas.
O Carnaval é aquela hora em que cada brasileiro tem a chance de expressar, por meio do samba e de sua indevassável fantasia, tudo aquilo que deseja para o País.
E nada melhor do que os Bloquinhos de Carnaval para o folião mostrar sua face mais sincera e mandar um recado para quem desafina.
Nessa semana começaram a ser divulgados os principais Bloquinhos que vão invadir as ruas de todo o Brasil em frenética alegria.
Muitos são velhos conhecidos dos quais podemos esperar pouca ou nenhuma novidade.
Mas como sempre acontece, todo Carnaval traz surpresas.
Como ainda falta algum tempo para o desfile, é importante que você escolha o bloco certo. Quem gosta de Carnaval sabe da importância de não errar na escolha.
Sair no bloquinho errado pode ser uma experiência desastrosa.
Uma escolha que pode ser lamentada por quatro ou até oito anos.
Mas como decidir pelo bloco certo, com tantas opções?
Especialistas garantem que conhecer marchinhas e fantasias já é um bom começo para não errar na escolha.
Por isso aqui vão as principais características de cada um desses blocos, na esperança de ajudar os foliões indecisos.
Vamos a eles:
Bloco do Bolsonaro.
É um bloco novo.
Nunca desfilou antes, mas tem sido muito procurado.
O ponto de encontro é próximo ao quartel do Segundo Exército.
Os foliões desse bloco odeiam samba.
O desfile é muito organizado pois saem em formação militar.
Nudez e bebidas alcoólicas são proibidas.
Se você gosta de dar uma rebolada, então, pode esquecer que esse bloco não é para você.
O pitoresco é o trio elétrico que puxa o desfile: ao invés do tradicional carro de som, um tanque de guerra tocando marchas militares.
Bloquinho do Temer.
Esse é o bloco ideal para quem não gosta de Carnaval.
Um bloco desanimado.
Não tem folião, não tem música e não tem trio elétrico.
Sai de Brasília no final do ano.
Bloco do Aécio.
Ameaçou sair e virou piada.
Bloco do Alckmin.
Esse bloco é muito famoso em São Paulo, o túmulo do samba.
É tradicionalíssimo.
A fantasia obrigatória é de legume, qualquer um, mas a de chuchu é um must.
Sai há muitos anos, sempre muito popular, o que é inexplicável porque ninguém dança, ninguém pula, ninguém vibra.
Seus desfiles são desanimados e há quem diga que parece um cortejo fúnebre.
Mas aí já é maldade.
Bloquinho do Collor.
Esse bloco fez muito sucesso na década de 1980, mas desapareceu sem deixar vestígios.
Foi uma grande surpresa que tenham conseguido se reorganizar e – ao que tudo indica – podem sair as ruas novamente, mesmo com poucos foliões.
Uma informação importante é que nesse bloco é proibido pintar a cara.
O trio elétrico é um Fiat Elba que requenta marchinhas que todo mundo conhece e odeia.
Bloquinho do Moro.
Muito popular nos últimos anos, vem ganhando milhares de foliões.
Curiosamente, ao invés de pular, os foliões do Bloco do Moro se notabilizaram por impedir o Carnaval dos outros.
Invadem desfiles de outros blocos com suas fantasias de polícia federal e botam para quebrar.
Bloco do Lula.
Esse é o bloco mais controverso.
Famosíssimo, esteve presente em todos os desfiles das últimas duas décadas com suas fantasias vermelhas e gritos de guerra tradicionais.
Seus foliões são muito fiéis e não pulam em outro bloco em hipótese nenhuma.
Mas esse ano o Bloco do Lula está ameaçado de não sair às ruas.
Os músicos desafinaram, o trio elétrico quebrou, e o último desfile acabou antes da hora, deixando muitos foliões na mão.
Como se não bastasse, o Bloco do Moro prometeu que vai acabar com essa farra.
Sei não, mas esse Carnaval promete.


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