Blake Lively se manifestou publicamente na última sexta-feira, 3, após a Justiça de Nova York rejeitar parte do processo movido por ela contra o ator e diretor Justin Baldoni. Na decisão divulgada na quinta-feira, 2, o tribunal dispensou 10 das 13 acusações apresentadas pela atriz, enquanto outras três seguem para julgamento, previsto para maio.
O que aconteceu
- O processo de Blake Lively contra Justin Baldoni teve 10 das 13 acusações rejeitadas pela Justiça de Nova York;
- Alegações de assédio, difamação e conspiração foram dispensadas, mas as denúncias de quebra de contrato e retaliação foram mantidas;
- A atriz Blake Lively expressou gratidão pela decisão e manifestou a esperança de que seu caso encoraje outras pessoas a se manifestarem.
Entre as alegações rejeitadas estão denúncias de assédio, difamação e conspiração por acontecimentos relatados pela atriz no set de filmagens de “É Assim que Acaba” (2024), estrelado por Lively e dirigido e coestrelado por Baldoni.
Pedidos relacionados a quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação foram mantidos. Segundo a revista “People”, O juiz Lewis J. Liman entendeu que as acusações de assédio sexual não atendiam aos requisitos legais necessários e que alguns pontos dependiam da definição do vínculo profissional de Lively.
Entenda o processo movido por Blake Lively contra Justin Baldoni
O processo teve origem após as filmagens do longa coestrelado pelos artistas. Enquanto Lively afirma que o colega teria contratado uma equipe para prejudicar sua reputação e enfraquecer a credibilidade de suas denúncias, Baldoni nega as acusações e afirma que contratou uma empresa de gerenciamento de crises para proteger a própria imagem.
“Sou grata pela decisão do Tribunal, que permite que o coração do meu caso seja apresentado a um júri no próximo mês, e pela possibilidade de finalmente contar minha história por completo no julgamento — por mim, mas também por aqueles que não têm a mesma oportunidade, muitos dos quais conheci e amei profundamente ao longo da minha vida, e inúmeros que nunca conhecerei”, escreveu Lively, em comunicado no Instagram.
“A última coisa que eu queria na minha vida era um processo judicial, mas levei este caso adiante por causa da RETALIAÇÃO generalizada que enfrentei […] Espero que a decisão do Tribunal mostre aos outros que, por mais doloroso que seja, é possível se manifestar”, continuou a atriz.
Além da ação contra Baldoni, o processo restante envolve a Wayfarer Studios, produtora ligada ao diretor, a LLC (Sociedade de Responsabilidade Limitada) criada para desenvolver o filme e a empresa de relações públicas The Agency Group PR. O diretor também abriu processos contra a atriz e contra o jornal “The New York Times”, que publicou reportagem sobre o caso, mas as ações foram rejeitadas pela Justiça norte-americana.