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Bilionário americano compra Roma por 591 milhões de euros

ROMA, 6 AGO (ANSA) – Após quase uma década, terminou a era de James Pallotta à frente da Roma. O empresário ítalo-americano confirmou nesta quinta-feira (6) a venda do controle acionário do clube giallorosso para o bilionário Dan Friedkin.   

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A operação é avaliada em cerca de 591 milhões de euros, incluindo dívidas, e deve ser concluída até o fim de agosto.   

Segundo um comunicado oficial do time italiano, a empresa AS Roma SPV, controlada por Pallotta, cederá sua participação na sociedade, que equivale a 86,6% do capital social, para o Grupo Friedkin, ao custo de 0,1165 euro por ação.   

Além disso, o comprador terá de lançar uma oferta pública para as ações da Roma que estão em circulação no mercado. “Estou feliz em confirmar que fechamos um acordo com o Grupo Friedkin para a venda da AS Roma. Assinamos os documentos nesta madrugada e, nos próximos dias, trabalharemos juntos para completar o percurso formal e legal para a troca de comando no clube”, disse Pallotta.   

“Nós todos no Grupo Friedkin estamos felizes em nos tornar parte dessa cidade e desse clube icônicos. Não vemos a hora de fechar a aquisição o quanto antes e de nos imergir na família da AS Roma”, reforçou Friedkin.   

Também americano, o empresário tem 55 anos e uma fortuna estimada em mais de US$ 4 bilhões. Ele é dono de uma distribuidora de veículos e peças da Toyota no sul dos Estados Unidos e ainda investe nos setores hoteleiro e de entretenimento. Além disso, detém uma coleção de aviões militares e apoia projetos de conservação de áreas naturais.   

Um dos entusiastas da compra da Roma foi o filho de Friedkin, Ryan, que deve se mudar para a capital italiana para acompanhar o investimento pessoalmente.   

Comando americano – Quando a operação for concluída, a equipe giallorossa terá seu terceiro proprietário americano em menos de 10 anos.   

O primeiro foi o empresário Thomas DiBenedetto, que, em 2011, adquiriu 60% das ações do clube da família Sensi, ao lado de outros executivos, incluindo Pallotta. Os outros 40% permaneceram com o banco Unicredit até 2014, quando foram comprados pelo atual dono da Roma, que já havia sido nomeado presidente em 2012.   

Os oito anos da “era Pallotta” na Roma foram marcados pelas ambições de conquistar a Série A e construir um novo estádio, mas também por um jejum de títulos que deixou a torcida insatisfeita com o proprietário do clube.   

Nesse período, a Roma foi vice-campeã italiana nas temporadas de 2013/14, 2014/15 e 2016/17 – nesta última, terminou a apenas quatro pontos da Juventus – e semifinalista da Liga dos Campeões em 2017/18, após um histórico 3 a 0 sobre o Barcelona de Messi.   

A gestão Pallotta também se caracterizou pela intensa troca de treinadores e pela aposta em jogadores jovens para revendê-los mais tarde. O empresário ítalo-americano pretendia deixar como legado o novo estádio do clube, que será levantado no bairro Tor di Valle, mas as obras sequer começaram.   

Além disso, Pallotta é até hoje criticado pela torcida pelos rompimentos pouco amigáveis com os ídolos Francesco Totti e Daniele De Rossi. (ANSA).   

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