Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

WASHINGTON, 24 JUN (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou na tarde desta sexta-feira (24) ações que seu governo está tomando para proteger as mulheres que enfrentarão as consequências da decisão da Suprema Corte de revogar o direito das americanas ao aborto.   

Em comunicado, a Casa Branca explicou que o democrata orientou a Secretaria de Saúde para garantir o acesso das mulheres à pílula abortiva e medicamentos especiais para cuidados da saúde reprodutiva, aprovados pela agência reguladora dos EUA, a Food and Drug Administration (FDA).   

A medida foi divulgada após a Suprema Corte derrubar a sentença histórica do caso Roe v Wade de 1973 que garantia o direito ao aborto legal. A partir de agora, os estados podem legislar do jeito que quiserem sobre o tema mudando um entendimento de cerca de 50 anos.   

“Essa decisão tirou expressamente do povo americano um direito constitucional que havia reconhecido por quase 50 anos – o direito de escolha da mulher, livre da interferência do governo”, diz a Casa Branca, reforçando que essa medida “terá consequências devastadoras na vida das mulheres em todo o país”.   

Além de garantir o acesso às pílulas abortivas, Biden declarou que as mulheres também devem permanecer livres para viajar com segurança para outro estado para buscar os cuidados de que precisam.   

“Uma pessoa tem o direito de viajar entre os estados por qualquer motivo que queira – não é da conta de mais ninguém – especialmente do governo. Se uma mulher vive em um estado que restringe o aborto, a decisão da Suprema Corte não a impede de viajar de sua casa para um estado que o permita”, enfatiza a nota.   

Segundo a administração do democrata, “se qualquer autoridade estadual ou local tentar interferir no exercício desse direito básico para as mulheres, o governo Biden combaterá esse ataque profundamente antiamericano”.   

O aborto medicamentoso ? uma combinação de duas drogas que é autorizada para uso nas primeiras 10 semanas de gravidez ? tornou-se cada vez mais frequente e já é responsável por mais da metade dos abortos recentes no país.   

Em dezembro passado, inclusive, a FDA facilitou o acesso à prática ao suspender a exigência de que as pacientes consigam a primeira das duas pílulas, a mifepristone, visitando pessoalmente uma clínica ou médico autorizado. Agora, quem desejar abortar poderá receber as pílulas pelo correio após realizar uma consulta por vídeo ou telefone. (ANSA)