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Biden assina decretos para combater efeitos econômicos da Covid

WASHINGTON, 22 JAN (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta sexta-feira (22) mais duas ordens executivas para combater os efeitos econômicos provocados pela pandemia do novo coronavírus Sars-Cov-2 no território americano.   

“A crise está se agravando, não podemos e não permitiremos que as pessoas tenham fome, sejam despejadas ou percam o emprego por uma culpa que não é sua. Agir é uma obrigação moral, um imperativo econômico”, disse o democrata.   

Entre outras coisas, os decretos vão elevar em 15% os benefícios de programa de assistência na compra de alimentos e aumentar o salário mínimo de servidores federais, além de orientar que as agências do governo federal garantam que trabalhadores que recusem empregos com condições inseguras possam se qualificar para receber o seguro-desemprego.   

Biden descreveu a situação de pandemia nos Estados Unidos como desoladora, dizendo que o vírus não deve ser combatido nos próximos meses e prevendo que mais de 600 mil pessoas vão morrer. Nos últimos dias, o país superou a marca de 400 mil vítimas.   

Além disso, o democrata voltou a pressionar o Congresso do país para aprovar seu pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão voltado ao combate à crise econômica. “Sem o pacote, haverá uma onda de despejos e execuções hipotecárias nos próximos meses. O atuais cheques de US$ 600 simplesmente não são suficientes”, declarou.   


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Segundo o presidente, caso o pacote seja aprovado, pelo menos 12 milhões de norte-americanos serão retirados da pobreza e 7,5 milhões de empregos serão criados ainda neste ano. O sucessor de Donald Trump ainda explicou que os US$600 de benefício aos americanos não são suficientes para que muitas famílias sobrevivam.   

Em sua proposta, porém, está previsto o envio de uma nova rodada de cheques de estímulos, de US$ 1,4 mil, o que deve garantir que muitas famílias não tenham que “escolher entre pagar o aluguel e colocar comida em suas mesas”.   

Durante seu discurso na Casa Branca, ele também usou dados de auxílio-desemprego para dimensionar a crise. De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, 900 mil cidadãos já fizeram o pedido da ajuda emergencial.   

“Temos as ferramentas para resolver isso, para controlar esse vírus e colocar nossa economia no caminho da recuperação. Vamos usá-las”, concluiu. (ANSA)

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