Economia

Biden admite que pretende se afastar da indústria do petróleo

Biden admite que pretende se afastar da indústria do petróleo

O candidato democrata à presidência, Joe Biden, durante o debate em Nashville, Tennessee, em 22 de outubro de 2020 - AFP

Joe Biden reafirmou, na quinta-feira (22), sua intenção de afastar-se da indústria de petróleo, assumindo um risco político a poucos dias das eleições nos Estados Unidos, que podem ser definidas pelo voto de estados-chave que dependem desta atividade.

“Me distanciarei gradualmente da indústria do petróleo, sim”, disse claramente o candidato democrata à Casa Branca durante seu debate com o atual presidente, Donald Trump.

“Vou parar porque a indústria petrolífera polui consideravelmente”, insistiu, destacando que deve ser “substituída com o tempo por energias renováveis”.

“É uma declaração incrível”, respondeu Trump. “Destrói a indústria do petróleo. Será lembrado no Texas? Será lembrado na Pensilvânia, Oklahoma, Ohio?”, perguntou o presidente, que depois descreveu o plano ambiental de seu oponente como um “desastre econômico” para esses estados.

Os democratas “querem destruir prédios para poder reduzir o tamanho das janelas”, disse. “Se depender deles, sequer haverá janelas”.

Trump acusou a energia eólica de ser “extremamente cara” e “muito intermitente”, e de “matar todos os pássaros”.

Também criticou a hostilidade de seu oponente em relação ao gás de xisto, uma indústria da qual muitos empregos dependem na Pensilvânia, um estado fundamental e pelo qual os dois candidatos lutam ferozmente.

Biden, nascido na Pensilvânia, respondeu que não tem a intenção de proibir o desenvolvimento de gás de xisto, mas de bloquear a emissão de novas permissões em terras de propriedade estatal.

A mudança climática é “uma ameaça existencial para a humanidade”, alertou. “Temos a obrigação moral de lidar com isso”.

O ex-vice-presidente americano já havia se comprometido, caso vença em 3 de novembro nas urnas, a reincorporar os Estados Unidos o mais rápido possível ao Acordo de Paris sobre o clima.

Trump decidiu retirar o país desse acordo, argumentando que estava sendo tratado injustamente em comparação aos outros países poluentes.

“Olhem para a China, como é asquerosa. Olhem para a Rússia, para a Índia. É asqueroso. O ar é asqueroso”, disse Trump na noite de quinta-feira.

Questionado hoje sobre essas palavras, um porta-voz da diplomacia chinesa optou pela ironia.

“Não sei se perceberam, mas o céu está azul celeste hoje”, disse Zhao Lijian em declarações à imprensa em Pequim.

“As eleições americanas não nos interessam. Gostaríamos que Estados Unidos deixasse de envolver a China em suas campanhas eleitorais”, acrescentou.

A China superou os Estados Unidos como o principal poluidor do mundo. Mas o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu no mês passado que seu país começaria a reduzir as emissões de CO2 antes de 2030, um anúncio celebrado por várias organizações ambientais.

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