A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação, na tarde da última sexta-feira, 27, na residência de Bia Miranda, 21 anos, resultando na apreensão de US$ 40 mil em notas falsas. Além do dinheiro, os agentes recolheram joias e um automóvel da influenciadora, que é investigada por promover jogos de azar ilegais.
Já neste sábado, 28, a ex-participante de “A Fazenda” (Record TV) usou seu perfil no Instagram para se pronunciar sobre o caso e explicar a origem do dinheiro falso. Ela declarou que o material encontrado pelas autoridades em sua casa seria para realizar uma sessão de fotos, e não promover jogos de azar. Segundo a jovem, o dinheiro falso foi comprado em um aplicativo chinês.
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“Eu ia fazer umas fotos. E essas fotos eram tipo aquelas gringas, umas minas caídas no carro, com dinheiro em volta, joias, chave do carro caída, a bolsa jogada. Eu já tinha até falado com a Fatinha (assessora), para ela marcar o estúdio. Tem as mensagens no meu celular que eles levaram. Dá para provar para que eu ia usar esse dinheiro”, disse ela em uma série de vídeos publicados nos Stories.
“Eles contaram o dinheiro, deu em torno de 40 mil dólares falsos. O policial falou que a nota era muito perfeita, falei: ‘Como eu ia adivinhar? Veio da China, e veio escrito ‘sem valor’. Mesmo assim eles me acusaram como nota falsa”, pontuou ela.
A influenciadora declarou, ainda, que também comprou chaves douradas. “Junto com esses bolos de dinheiro, eu comprei uma chave, várias chavinhas douradas, porque também ia deixar caída para fazer foto. Eles pegaram, perguntaram se era de ouro e falei que não. Ele iam levar a chavinha para análise para ver se era de ouro ou não era… Dá para ver que eu nem tinha mexido nas notas, porque estava tudo lacrado (…) Não tinha como enganar ninguém”, disse.
Em seguida, Bia negou ter usado as notas para promover jogos de azar. “Falaram que usei esse dinheiro para fazer conteúdo, pra enganar meus seguidores. Procura um conteúdo meu que eu fiz de dólar pra vocês. Só quero isso. De onde surgiu que fiz conteúdo com esses dólares? Eu não sei. Provem! Cadê o vídeo meu com dólar?”, pediu.
A influenciadora apoveitou para relatar como teria sido a operação policial em sua residência. “Reviraram minha casa inteira… Desde o último andar até o primeiro. Entraram em todos os quartos, no quarto dos meus filhos, mexeram nas minhas coisas… Iam levar o celular de todo mundo da casa, mas minha advogada falou que não, que era só o meu. Eles não foram lá porque alguém denunciou que tinha dinheiro falso, eles foram lá, revistaram a casa inteira e acharam o dinheiro de dólar falso”, finalizou ela.
Operação policial
Bia Miranda foi alvo da segunda fase da “Operação Desfortuna”, conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), deflagrada na última sexta-feira, 27.
Segundo os investigadores, a influenciadora utilizava o montante de dólares falsos como estratégia visual para atrair novos seguidores e incentivar apostas em suas redes sociais. O dinheiro funcionava como uma prova fictícia de ganhos nas plataformas promovidas por ela.
Em depoimento prestado à delegacia após o cumprimento do mandado de busca e apreensão, Bia Miranda admitiu o uso do material, mas alegou que as cédulas eram cenográficas e serviam apenas como adereço para a gravação de vídeos publicitários de jogos online.
Todo o material apreendido, incluindo o veículo e as joias, passará por perícia para apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro e contra a fé pública. A Operação Desfortuna segue em curso para identificar outros envolvidos no esquema de apostas.
A ação contra Bia Miranda teve início após a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificar que a influenciadora permanecia divulgando ativamente os sites clandestinos, mesmo após ter sido alvo da primeira fase da operação, em agosto do ano passado.

Bia Miranda. Reprodução/Instagram.

Bia Miranda. Reprodução/Instagram.