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Bento XVI achava que viveria pouco após renúncia, diz secretário

Crédito: AFP/Arquivos

(Arquivo) O Papa emérito, Bento XVI (Crédito: AFP/Arquivos)


SÃO PAULO, 7 ABR (ANSA) – O secretário pessoal do papa emérito Bento XVI, monsenhor Georg Gänswein, revelou em entrevista que, quando renunciou em 2013, o líder católico achava que não ia viver muito.

“Isso parecia, para mim e para ele, e eu posso confessar isso, que ele tinha ainda apenas alguns meses, mas não oito anos”, disse ao jornal alemão “Die Tagespost” conforme repercutiu nesta terça-feira (6) o site católico “Aleteia”.

Gänswein afirmou que tem uma relação “de pai e filho” com Joseph Ratzinger e que, após a renúncia, eles não achavam que o então Pontífice continuaria a viver por tanto tempo no monastério.

“Mas, tudo tomou um caminho diferente”, ressaltou o religioso que, até hoje, é o principal assessor de Bento XVI.

Falando sobre a pandemia de Covid-19, onde os cuidados foram redobrados por conta da avançada idade do papa emérito – que tem 93 anos -, Gänswein pontuou que eles já viviam em uma espécie de “experimento de isolamento” no monastério e que as alterações “afetaram pouco” a rotina.

Apesar de ter ocorrido em 2013, a renúncia do então Pontífice é alvo de especulação até hoje. Entre os principais argumentos, estão que a crise financeira que explodiu com o escândalo Vatileaks e as brigas com o secretário de Estado da época, cardeal Tarcisio Bertone, foram dois dos principais pontos que levaram à decisão.

No início do mês passado, Ratzinger deu uma rara entrevista ao jornal “Corriere della Sera” em que ele dizia que a renúncia foi uma “escolha tomada conscientemente” e que não houve pressão externa para que ele saísse.