MOSCOU, 6 SET (ANSA) – O tribunal regional de Minsk condenou dois opositores do governo de Belarus, Maria Kolesnikova e Maksim Znak, a 11 e 10 anos de prisão, respectivamente, nesta segunda-feira (6).
Os dois foram acusados de incitar e fazer ações que ameaçam a segurança nacional por convocarem e organizarem protestos contra o presidente Aleksandr Lukashenko, de conspiração por tentar ter o poder ao usar meios inconstitucionais e por criar e liderar uma formação extremista.
Ambos estão presos desde setembro do ano passado após os grandes protestos civis contra a reeleição de Lukashenko. Os dois também trabalharam na campanha do candidato opositor Viktor Barbariko, que foi impedido de disputar o pleito assim como diversos outros postulantes.
Após o anúncio da decisão, a União Europeia publicou uma nota criticando Minsk e pedindo “a libertação imediata e incondicional de todos os prisioneiros políticos de Belarus, que hoje são mais de 650, incluindo Maria Kolesnikova e Maksim Znak, os jornalistas e todas as pessoas que estão atrás das grades apenas por ter exercitado seus próprios direitos”.
O Serviço de Ação Externa do bloco ainda afirmou que “deplora o contínuo desprezo dos direitos humanos e das liberdades fundamentais do povo” e que todo o processo foi “feito a portas fechadas”. “Belarus deve respeitar os seus compromissos e as suas obrigações internacionais dentro da ONU e da OCDE”, ressalta ainda.
Para os europeus, incluindo o governo do Reino Unido, Lukashenko é considerado o “último ditador da Europa” porque está no poder desde 1994, em reeleições sempre consideradas como fraudulentas.
Após o pleito de agosto do ano passado, em que o presidente diz ter vencido com mais de 90% dos votos, protestos diários foram registrados no país e milhares de pessoas foram presas por organizar ou apenas por participar das manifestações.
Além do discurso, UE, Reino Unido e Estados Unidos impuseram uma série de duras sanções econômicas contra o governo de Belarus, que consegue se manter por conta do apoio da Rússia. (ANSA).