BCE eleva juros para conter inflação na zona do euro

Ajuste de 0,25 ponto percentual visa combater a pressão inflacionária persistente na zona do euro

BCE eleva juros para conter inflação na zona do euro

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (10) as taxas básicas de juros em 0,25 ponto percentual, marcando o segundo aperto monetário na zona do euro em três meses. A decisão reflete a persistente pressão inflacionária na região, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

O que aconteceu

  • O Banco Central Europeu (BCE) eleva suas taxas de juros em 0,25 ponto percentual, em seu segundo ajuste em três meses.
  • A medida visa combater a inflação persistente na zona do euro, que é agravada por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
  • O BCE atualizou as projeções econômicas, prevendo inflação acima da meta, mas com um crescimento econômico mais robusto.

Com o ajuste anunciado pelo BCE, a taxa sobre depósitos sobe de 2,25% para 2,50%. A taxa de refinanciamento, por sua vez, passou de 2,40% para 2,65%, enquanto a taxa sobre empréstimos marginais alcança 2,90%, um aumento em relação aos 2,65% anteriores.

Em comunicado, o conselho do Banco Central Europeu destacou que “o conflito no Oriente Médio continua a gerar pressões inflacionárias, e a inflação deverá permanecer muito acima do objetivo durante um período alargado”. Este cenário justifica a continuidade da política monetária restritiva.

Qual o objetivo da política monetária do BCE?

“A decisão de hoje sublinha o compromisso do Conselho do BCE de definir a política monetária de modo a assegurar que a inflação estabilize no objetivo de 2% a médio prazo”, acrescenta a nota da instituição. A meta de estabilidade de preços é central para as ações do banco.

As projeções atualizadas do BCE indicam uma inflação de 3% em 2026 e uma revisão para cima da previsão para 2027, que passa de 2,3% para 2,5%. Contudo, a instituição também revisou positivamente as expectativas para o crescimento da economia da zona do euro.

A previsão para o ano corrente foi elevada de 0,8% para 0,9%, e para o próximo ano, de 1,2% para 1,4%, “refletindo uma resiliência maior do que o esperado” na atividade econômica do bloco. Apesar disso, o cenário geral permanece cauteloso.

Perspectivas econômicas e riscos

“As perspectivas mantêm-se extremamente incertas, com riscos em alta para a inflação e em baixa para o crescimento econômico”, afirma o comunicado do BCE. A instituição reiterou sua capacidade de resposta, garantindo estar “bem posicionado para navegar a incerteza provocada pelo conflito” no Oriente Médio.

Da IstoÉ com ANSA

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