Economia

BCE e BoE criam swap cambial para possível provisão em euros a bancos britânicos

O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) criaram um acordo para realização de operações de swap cambial para possíveis provisões em euros a bancos do Reino Unido. Segundo a divulgação feita há pouco pelo BCE, por meio da linha de swap, que será permanente, o BoE poderá emprestar euros aos bancos britânicos semanalmente. O BCE receberá libra esterlina do BoE em troca de euro.

No comunicado, não há qualquer menção de que o arranjo entre os dois bancos centrais tenha relação com o Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia. Diz que o BCE continuará a trabalhar em estreita colaboração com o BoE para “monitorar cuidadosamente as condições do mercado e manter suas operações sob revisão”. “A ativação marca uma medida prudente e cautelosa por parte do Banco da Inglaterra para fornecer flexibilidade adicional em sua provisão de seguro de liquidez, apoiando o funcionamento de mercados que atendem domicílios e empresas”, trouxe a nota.

O BCE também enfatizou que a linha de swap com o BoE faz parte de uma rede de acordos permanentes com outros quatro bancos centrais, incluindo o Banco do Canadá, o Banco do Japão, o Federal Reserve e o Banco Nacional da Suíça. Estas linhas de swap permanentes, como explicou o banco europeu, foram acordadas em outubro de 2013 e substituíram um conjunto de acordos temporários. “Os acordos de fornecimento de liquidez contribuem para a estabilidade financeira global”, explicou a instituição, acrescentando que o acordo também prevê que o Eurosistema estaria pronto para emprestar libra esterlina aos bancos da zona do euro, se necessário.

Na prática, a medida reforça o sistema financeiro britânico, que poderá estar sob risco se houver uma ruptura mais drástica entre as partes – um Brexit sem acordo. Na semana passada, o presidente do BoE, Mark Carney, disse, no entanto, que o setor está preparado para atuar no caso de ser confirmado o cenário mais radical. Mesmo assim previu um caos para os demais setores da economia. Desde que teve início o processo de divórcio – marcado inicialmente para entrar em vigor no próximo dia 29 – os bancos foram obrigados a apresentar ao BoE planos de contingência levando em conta vários cenários. Também foram informados que deveriam guardar ativos líquidos e aumentar seus níveis de capital para garantir que possam continuar fornecendo crédito para famílias e empresas.


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