BC permite dedução de antecipação de contribuições ao FGC no compulsório

As instituições financeiras poderão deduzir os valores que irão antecipar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para sua recomposição patrimonial, dos recolhimentos compulsórios de depósitos à vista e a prazo que fazem ao Banco Central, definiu a autoridade monetária em resolução publicada nesta terça-feira, 3.

A medida visa neutralizar o efeito da antecipação ao fundo na liquidez do sistema bancário. O BC calcula que a dedução irá resultar na liberação de R$ 30 bilhões em 2026. Afirma, em nota, que o compulsório será recomposto mensalmente, com vencimento da referida antecipação mensal.

A autoridade monetária justifica que a recomposição da capacidade de atuação do FGC “atende ao interesse público associado à manutenção da confiança no sistema financeiro e insere-se no exercício regular de suas atribuições institucionais”.

Diz também que a medida alinha-se com o objetivo dos recolhimentos compulsórios, de manter recursos das instituições financeiras no BC para que possam ser utilizados em momentos em que sua liberação contribua para a estabilidade e eficiência do Sistema Financeiro.