A semana

Battisti, o assassino que Lula protegeu, confessa quatro assassinatos

Crédito: ALBERTO PIZZOLI

EXTRADIÇÃO O desembarque de Battisti na Itália: do avião para a cadeia (Crédito: ALBERTO PIZZOLI)

O assassino e terrorista Cesare Battisti, aquele a quem Lula concedeu a condição de refugiado político apesar de o STF ter ordenado a sua extradição para a Itália, decidiu na semana passada tirar a máscara após quatro décadas de embuste. Ele está preso em seu país de origem, desde que foi capturado na Bolívia, para onde fugiu após Michel Temer ter decretado a sua extradição no final de 2018. Perante o procurador Alberto Nobili, de Milão, Battisti admitiu pela primeira vez ter assassinado quatro pessoas nos anos 1970. Ele integrava a organização terrorista Proletários Armados pelo Comunismo e foi sentenciado à revelia pela Justiça italiana, em 1987, à prisão perpétua. Se Lula conhecia ou não a verdade, é difícil saber. Battisti disse que mentiu ao ex-presidente para obter guarida no Brasil como perseguido político.

Erro de Lula

Se Lula conhecia ou não a verdade sobre o psicopata Battisti, isso é difícil saber. Battisti diz que o enganou para conseguir asilo político. Mas um fato está dado: Battisti e Lula envergonham o Brasil.

 

MIGUEL SCHINCARIOL

LIVROS
O recorde de Michelle Obama

SUCESSO Livro de Michelle em livraria da Polônia (Crédito:Beata Zawrzel)

“Becoming – a minha história”, livro de memórias da ex-primeira dama dos EUA Michelle Obama, provavelmente se tornará a autobiografia mais vendida na história desse gênero literário. Editado pela Penguin Randon House, um departamento da Bertelsmann (que adiantou a Michelle US$ 60 milhões em direitos autorais), o livro foi lançado há apenas cinco meses é já vendeu nada menos que dez milhões de exemplares – isso significa um crescimento de quase 3% na receita anual da editora. “A obra de Michelle Obama é o nosso sucesso criativo mais notável do ano passado”, declarou Thomas Rabe, diretor executivo da Bertelsmann.

BRASIL
O ego

Daniel Marenco

O personalismo do presidente da República, Jair Bolsonaro, constrangeu seriamente os tribunais superiores. Trata-se de um fato inédito. O Palácio do Planalto enviou pôsteres do presidente (foto) para todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho, do Tribunal Superior Eleitoral, do Superior Tribunal Militar e do Tribunal de Contas da União. Na história republicana brasileira, nem Getúlio Vargas, igualmente personalista, chegou a esse ponto na ditadura do Estado Novo. Os pôsteres, é claro, não irão para as paredes dos gabinetes. A explicação do Palácio do Planalto é de… chorar. Chorar… de… rir! “A demanda por fotos de Jair Bolsonaro é muito grande”, diz a nota oficial.

SAÚDE
O ministro tem de se explicar

Erasmo Salomão/MS

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deve urgentemente uma explicação ao País. No campo da saúde nadamos na miséria, tal a inoperância desse Ministério nas últimas gestões. E o atual mantém a tradição. Pelo menos 220 medicamentos, que são caros e vitais para pacientes com hepatite C, perderam a data de validade armazenados no governo federal. Estima-se um prejuízo de R$ 1,8 milhão para o erário. E outro prejuízo, cujo preço pode ser a morte, para os pacientes.

VATICANO
Francisco coloca fim ao beija-mão

Desde que foi eleito papa, o jesuíta Francisco deixou claro que alguns rituais, que acabam fazendo do pontífice um rei, seriam abandonados. Um exemplo: ele carrega a sua própria pasta. Outro: não gosta que lhe abram as portas. Agora, Francisco aboliu o “baciamano” dos fiéis (beija-mão), tradição que consiste em beijar o “anel de pescador” que simboliza São Pedro e a investidura papal. Na semana passada, na cidade italiana de Loreto, Francisco cumprimentava as pessoas mas retirava a mão, rapidinho e sem a menor cerimônia, quando alguém ia beijá-la. “Ele não quer ser tratado como imperador”, escreveu o jornalista especializado em Vaticano, Paolo Rodari, do jornal “La Repubblica”.

LEGISLATIVO
Debate sim, armas não

Marco A. Cardelino

As deputadas da Assembleia Legislativa de São Paulo se uniram em torno de uma excelente e urgente providência: nenhum parlamentar poderá mais permanecer armado no plenário. Tentam, assim, fazer com que o deputado do PSL, Danilo Balas (foto), se desarme. Ele é agente federal e diz sofrer constantes ameaças de morte. Na verdade, a normatização desse tema na Assembleia é bastante confusa. O regimento interno proíbe a entrada nas galerias de espectadores armados. Deputado, no entanto, pode portar arma nessas mesmas galerias, e não pode em plenário. Assim, é muito boa para a democracia (que pressupõe o debate, o contraditório, a derrota ou a vitória, mas jamais o tiro) a iniciativa das deputadas paulistas. Esse exemplo deveria ser seguido por outras assembleias legislativas do Brasil.