Economia

Banco Central mantém taxa básica em 2%

Banco Central mantém taxa básica em 2%

Rua comercial reaberta em São Paulo em 10 de junho de 2020, apesar da pandemia de coronavírus - AFP

O Banco Central do Brasil (BCB) manteve a taxa básica em 2% nesta quarta-feira (16), interrompendo um ciclo de nove cortes, citando a necessidade de “prudência” para avaliar o impacto fiscal das medidas de recuperação econômica adotadas diante da pandemia do coronavírus.

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A decisão de manter a taxa Selic em 2%, seu mínimo histórico, corresponde à projeção de analistas e foi adotada por unanimidade pelos nove membros do Comitê de Política Monetária do BCB (Copom), informou a instituição.

O Copom afirmou que “a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado”, em um país que entrou em recessão por conta da crise sanitária.

Também admitiu que pode haver um novo corte na Selic, mas que, por questões de prudência e estabilidade financeira, deverá ser pequeno. Segundo a instituição, sua decisão desta quarta-feira equilibrou a necessidade de um “estímulo monetário considerado adequado para o cumprimento da meta para a inflação” e “a cautela necessária por razões prudenciais”.

O comunicado garante que o Copom não pretende reduzir os estímulos monetários, a menos que as expectativas de inflação estejam próximas das metas de inflação de 2020 até 2022.

Esse cenário parece improvável à primeira vista, já que a expectativa do mercado é de um aumento de preços de 1,94% em 2020, com o centro da meta em 4%; e de 3,01% em 2021, quando a meta será reduzida para 3,75%. A inflação de janeiro a agosto foi de 0,7%, confirmando essas projeções.

No entanto, essas médias escondem diferenças notórias: o preço do transporte caiu 3,46% nos primeiros oito meses do ano, enquanto o da alimentação subiu 6,1%, com disparada em produtos da dieta básica, como o arroz (+ 19,3%), feijão preto (28,9%) e farinha de milho (8,1%).

Essa alta de preços se deveu ao boom da demanda externa graças à desvalorização do real frente ao dólar e à demanda interna, estimulada pela ajuda mensal de 600 reais concedida por cinco meses a mais de 60 milhões de brasileiros para enfrentar as consequências da pandemia.

Essas medidas ajudaram a moderar o colapso econômico. O país entrou em recessão no segundo trimestre com uma contração recorde de 9,7%, mas um pouco menos do que o esperado em maio. O mercado, que esperava uma queda de 6,48% em junho de 2020, moderou a projeção, para -5,11%.

A ajuda emergencial, porém, foi reduzida em setembro para 300 reais e poderá ser extinta em 2021.

Os mercados estão atentos às dificuldades do governo de Jair Bolsonaro para avançar com seu programa de ajustes, em um momento em que os déficits se aprofundam e a dívida pública, de 75,8% do PIB em dezembro de 2019, se aproxima de 100%.

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