Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou por homicídio duplamente qualificado – impossibilidade de defesa da vítima e pelo emprego de tortura – o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (sem partido), e a professora Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel, de 4 anos. As informações são do Uol.

Além do homicídio, Jairinho também foi indiciado por dois episódios de crime de tortura ocorridos em fevereiro. Ao detalhar as informações obtidas durante o inquérito, a polícia afirmou que no último dia 2 de fevereiro, o vereador se trancou em um quarto e tampou a boca de Henry, que só conseguia gritar “eu prometo”.

De acordo com o delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, a polícia encontrou esse relato no celular da babá  Thayná Ferreira, que contou o ocorrido ao seu noivo por meio de mensagens.

Conforme a polícia, após a sessão de tortura,  Jairinho e Henry saíram do quarto, mas o menino não fez nenhuma queixa imediata. Horas depois, Henry teria se recusado a brincar com outras crianças na brinquedoteca.

Outro momento de tortura já havia sido revelado nas investigações e ocorreu em 12 de fevereiro. Na ocasião, Thayná avisou a Monique sobre Jairinho e Henry trancados no quarto. A polícia também indiciou Monique pelo crime de tortura por omissão, porque, segundo as investigações, ela sabia que o filho estava sendo torturado e não agiu para evitar o crime.

Laudo do Instituto Médico Legal revelou que o menino, morto no dia 8 de março, sofreu 23 lesões, três delas na cabeça, e morreu devido a uma hemorragia no fígado provocada por ação violenta. O inquérito foi enviado para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que vai decidir se denuncia ou não o casal pelos crimes.