BA: polícia prende três suspeitos de envolvimento em chacina de família de ciganos

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Entre as seis vítimas executadas, que eram da mesma família, estavam uma mulher grávida e uma criança de cinco anos Foto: Divulgação/PCBA

Três acusados de envolvimento em chacina que vitimou uma família de ciganos em outubro de 2023 foram presos pela Polícia Civil da Bahia na terça-feira, 5. De acordo com as autoridades, mais de 50 agentes participaram do cumprimento de mandados que ocorreram em quatro municípios diferentes no interior do estado: Alagoinhas, Camaçari, Feira de Santana e Maetinga.

A chacina teria ocorrido em Jequié, município que fica a cerca de 366 quilômetros de Salvador, em outubro do ano passado. Entre as seis vítimas executadas, que eram da mesma família, estavam uma mulher grávida e uma criança de cinco anos.

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Em contato com a IstoÉ, a Polícia Civil da Bahia informou que cinco armas de fogo foram apreendidas no cumprimento dos mandados de busca, sendo que uma delas foi utilizada na execução da família de ciganos.

Em entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Globo, Heloísa Brito, a delegada responsável pelas investigações, relatou que os três pertenciam ao mesmo grupo envolvido com outra chacina e no assassinato de um homem. “A mesma arma foi utilizada em 11 homicídios. Conseguimos detectar quem foi o mandante e temos mandado de prisão em desfavor dele”, declarou a autoridade.

De acordo com a delegada, em 2016, o mandante dos crimes teria adquirido gado de forma ilícita, mas tal compra foi apreendida, e houve uma investigação por parte das forças de segurança. “Ele atribui a perda desse gado aos membros dessa família cigana. Teria sido uma vingança”, afirmou Heloísa Brito.

Chacina da família

Segundo o Bahia Meio Dia, a chacina ocorreu no dia 5 de outubro de 2023, quando criminosos invadiram uma residência no bairro Amaralina, em Jequié, e executaram seis pessoas. Câmeras de segurança teriam registrado o momento em que um dos suspeitos deixa a casa e entra em um carro onde um comparsa o aguardava.

Os mortos foram identificados como Natiele Andrade de Cabral, de 22 anos, grávida de nove meses, a filha Lainy Cabral Barreto, de 5, Elismar Cabral Barreto, de 23, Sulivan Cabral Barreto, de 35, Maiane Cabral Barreto, de 45, e Lindnoval de Almeida Cabral, de 66. O marido da gestante, Iomar Barreto Cabral, havia sido assassinado a tiros apenas dois dias antes em Rafael Jambeiro, a 200 quilômetros de distância.

À época, a Prefeitura de Jequié emitiu uma nota de pesar em relação à morte de Lainy, que era aluna na Escola Municipal Doutor Carlos Aguiar Ribeiro. “A sua ausência, ocorrida de forma trágica, deixará uma grande lacuna entre seus colegas, professores e funcionários da unidade de ensino”, afirmou a administração do município, acrescentando que a criança foi vítima de uma violência “inexplicável” e “absurda”.