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Azerbaijão investiga crimes de guerra de ambos os lados após conflito em Nagorno Karabakh

Azerbaijão investiga crimes de guerra de ambos os lados após conflito em Nagorno Karabakh

Soldados do exército de Nagorno Karabakh seguem para a cidade de Martakert (nome armênio) ou Agdara (azeri) em 29 de setembro de 2020 - AFP

Baku anunciou nesta quarta-feira(25) que iniciou uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos por tropas armênias e azerbaijanas durante as seis semanas do conflito mortal em Nagorno Karabakh.

O procurador-geral Kamran Aliev disse à AFP que seu gabinete está investigando principalmente vídeos que mostram o tratamento degradante a prisioneiros azerbaijanos e a corpos de soldados.

“Também lançamos uma investigação sobre o tratamento desumano a soldados armênios que foram feitos prisioneiros”, acrescentou ele durante uma entrevista.

“Existem muitos vídeos falsos. Mas deve-se reconhecer francamente que também existem vários que podem ser autênticos”, continuou Aliyev. “O Azerbaijão é um Estado de Direito, por isso reagimos a esses fatos”, acrescentou.

Vídeos nas redes sociais durante e após a guerra mostram supostas execuções de prisioneiros armênios por azerbaijanos e a profanação de seus corpos.


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Os dois lados se acusam mutuamente de ter bombardeado deliberadamente áreas povoadas. De acordo com Kamran Aliev, foram abertas 73 investigações criminais relacionadas a bombardeios de alvos civis pelas forças armênias.

Esses ataques “custaram a vida de 94 civis”, disse ele, acrescentando que quatro líderes separatistas armênios, incluindo o presidente de Nagorno Karabakh, Arayik Harutiunian, foram indiciados por crimes de guerra.

O procurador-geral disse à AFP que tanto sua equipe quanto os serviços de segurança também estão investigando a implantação de combatentes estrangeiros no campo secessionista armênio.

O Azerbaijão afirmou que armênios da ‘diáspora’ lutaram em Nagorno Karabakh, enquanto Erevan acusa a Turquia de ter enviado mercenários do norte da Síria em apoio aos azerbaijanos, algo que Baku e seu aliado Ancara rejeitam.

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