O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, afirmou neste domingo (8) que suas tropas assumiram o controle da estratégica cidade de Shusha, na república separatista de Nagorno-Karabakh. A Armênia negou imediatamente e admitiu intensos combates na região.
“Com grande orgulho e alegria, informo que a cidade de Shusha foi libertada”, disse Aliyev, durante um discurso à nação transmitido pela televisão.
Ele declarou que 8 de novembro “ficará na história do povo do Azerbaijão” como o dia “em que retornamos à Shusha”.
Há vários dias, combates intensos acontecem nesta cidade apelidada de “Jerusalém de Nagorno-Karabakh”, que abre o caminho para a capital separatista Stepanakert e também é de grande importância cultural para armênios e azerbaijanos.
A Armênia, que apoia a autoproclamada república de Nagorno-Karabakh, negou as reivindicações do presidente Aliyev, garantindo que “a luta continua” pela cidade.
“Durante a noite, combates violentos foram travados nas proximidades de Shusha”, disse a porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Shushan Stepanian, no Twitter.
O governo armênio, por sua vez, afirmou que “combates intensos e decisivos continuam pelo (controle de) Shusha”, assegurando que a captura da cidade era “um sonho ilusório irrealizável para o Azerbaijão”.
“Apesar dos grandes danos, a cidade-fortaleza resiste aos golpes do adversário”, acrescentou.
Erguida no topo de uma montanha, Shusha fica a 15 km de Stepanakert e está localizada em uma estrada vital que liga a capital separatista à Armênia.
Desde o final de setembro são travados combates entre o Azerbaijão e os separatistas apoiados pela Armênia pelo controle de Nagorno-Karabakh, uma região que se separou de Baku durante uma guerra na década de 1990.
Esses novos combates são os mais violentos em quase trinta anos e deixaram mais de 1.250 mortos, mas o número de vítimas é provavelmente muito maior, uma vez que o Azerbaijão não comunica suas baixas militares.