Avião que caiu em Belo Horizonte não tinha autorização para operar como táxi aéreo

Corpo de Bombeiros confirma a morte de piloto e copiloto; não houve feridos entre os moradores do prédio

Avião colidiu com edifício na capital mineira
Aeronave colidiu com edifício na capital mineira Foto: Reprodução/TV Globo

Um monomotor bateu em um edifício em Belo Horizonte na tarde desta segunda-feira, 4. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, a cerca de 5 km do local do acidente. Duas pessoas morreram.

A Anac confirmou que a documentação do avião estava em dia — o certificado de aeronavegabilidade vale até abril de 2027. A aeronave, porém, não podia ser usada como táxi aéreo, ou seja, para transporte pago de passageiros. Para voos privados, estava tudo regular.

A investigação é conduzida pelo Seripa III, órgão da Aeronáutica especializado em acidentes aéreos. A equipe já está no local coletando evidências para descobrir o que causou a queda.

Vítimas

Dos cinco ocupantes da aeronave, três foram encaminhados com vida ao Hospital João XXIII (HPS). De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o piloto e o copiloto morreram no local.

Estavam no avião:

Wellington Oliveira, piloto, de 34 anos. Ele faleceu na hora;
Fernando Moreira Souto, filho do prefeito da cidade de Jequitinhonha–MG, de 36 anos. Ele também faleceu no local;
Leonardo Berganholi, empresário, de 50 anos;
Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, de 25 anos;
Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos.

Os três últimos estão em estado grave.